quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Férias em revista [muitas saudades, já!]

Praga...


Algarve...



Alentejo...

As fotografias dizem quase tudo. O que fica por dizer está guardado connosco até ao próximo Verão.

[obrigada por estarem aí desse lado <3]

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Alentejo, meu Alentejo!


Coordenadas:

Alentejo profundo.
39°c à sombra.
Rede à entrada da aldeia e só às vezes.
Pão do Lecas pendurado na porta todas as manhãs.
Abadanado cheio no café da Lalinha, do outro lado do passeio da nossa casa.
Figos do Ilídio às nove da noite.
Verduras do nosso quintal.
A vizinha Madalena a dizer que o netinho mija tudo quando "põe a mão na vergonheira".
Planicie a perder de vista.
O silêncio que antecipa a agitação.
Gaspacho, migas e açordas.
Pequenos-almoços reais.
Tempo de sobra.
Livros, os que leio e o que escrevo.
Filhos adolescentes, irritantes, adorados.
Bebé feliz em qualquer lugar que meta manos.
Tu. Nós.
Paraíso.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Para mais tarde recordar...





Há fotografias que gostava que tivessem sido tiradas com uma máquina fotográfica decente, para ficarem eternizadas com a dignidade que merecem; estas são algumas delas. 

[nós na praia. Eles, inseparáveis, apaixonados um pelo outro, unha com carne. Os manos à volta, enternecidos. Tu, meu amor, a captar-nos a essência. E a agigantá-la mais um bocadinho, todos os dias]

domingo, 6 de agosto de 2017

Passar férias de outra maneira também ajuda a crescer!



Há muitos anos que passamos férias na nossa casa do Algarve, um luxo a que nos habituámos de tal maneira que, como tantas vezes acontece quando banalizamos a vida, deixámos de valorizar devidamente. Este é o primeiro ano em que estamos num apartamento que não é nosso e em que nos vimos confrontados com a realidade de muitas famílias nas férias (as que conseguem fazer férias fora de casa, leia-se): alugar a casa possível.
Confesso que os primeiros dias não foram fáceis, porque tudo era muito diferente da nossa vivência de muitos anos: a praia, os lugares desconhecidos, a "casa de bonecas". Foi difícil esbarrarmos continuamente uns nos outros, medir constantemente o volume das conversas (o espaço é pequeno e temos um bebé com ritmos de sono diferentes dos do resto da família), montar e desmontar camas todos os dias, ter uma única casa-de-banho a dividir por seis. Mas passado o impacto inicial, começámos a ver as coisas boas do nosso novo cenário: a praia à distância de 10 passos; a possibilidade de fazermos toda a nossa vida a pé e a autonomia que isso tem dado aos meus filhos mais velhos; conhecer restaurantes e outros spots novos e relembrar a arte de "piquenicar"; a partilha da responsabilidade na manutenção do espaço habitável; as cumplicidades que se reforçam quando nos unimos nesta missão de fazermos as férias resultarem, porque estamos todos juntos; afinal, o maior luxo deles todos.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

O "nosso sítio"

[nós, no "nosso sítio"]

Altura recebeu-nos bem. Tempo quente, praia a perder de vista, o Sr. Diamantino das frutas e dos legumes à saída do areal, a D. Carla dos doces tradicionais, a gelataria com o sabor a manga que a minha filha gosta, a família toda junta.
Mas o que fazer com estas saudades que temos todos da nossa terra do Verão? 
Dos passadiços da praia de Alvor ao pôr-do-sol;
dos besugos do Mané em Portimão;
da Rua das Lojas à tarde com a minha filha e com a minha mãe;
da casa da minha avó Elvira, mesmo ali ao lado;
das "bolinhas de Alvor receitadas pelo Sr. Doutor";
da nossa casa cheia de recordações de infância, minhas e dos meus filhos;
da pizzaria do costume, dos gelados da Marina nas noites quentes e dos bolos de laranja da Casa da Isabel;
do jardim de Portimão onde tiramos uma fotografia de família;
da Restinga onde casam turistas e onde como amêijoas e bebo vinho verde gelado com o meu homem, nos Verões em que ainda sobra dinheiro para petiscarmos fora de casa;
do entardecer silencioso no terraço da minha casa;
dos passeios pelo bairro dos pescadores, da Casa Inglesa e da Rua da Caca Seca;
do terraço do meu avô Quim onde ele plantava piri-piri;
dos gelados no meio de Alvor e das tibornas com vinho fresco da Maria do Mar;
da minha ria quando o sol se põe;
de grande parte das minhas melhores recordações...

O que fazer com estas saudades que temos da nossa terra?

Os nossos sítios, aqueles que reconhecemos como nossos, não são feitos de nada a não ser de nós próprios e de tudo o que lá vivemos. É por isso que são nossos. Esse sentimento de pertença não depende da beleza dos lugares, mas das histórias que já lá vivemos e que construíram a nossa própria. E uma vez marcados em nós, tornam-se insubstituíveis. Para sempre.

Para o ano voltamos para o "nosso sítio", porque quero que o meu bebé faça parte deste pedaço da nossa história, o das nossas memórias colectivas; o maior legado da família.

A conquista destas férias...


...telemóveis trocados por livros.

Alguém me pergunta como consegui esta proeza:
1. Casa sem Wi-Fi;
2. Muitos livros disponíveis na mala;
3. O exemplo dos adultos (andamos a tentar olhar para o telemóvel o mínimo possível e recuperámos hábitos de leitura);
4. Evitar fundamentalismos (se os putos até andam todos a ler, é deixá-los jogar nalguns tempos do dia);
5. Esquecer a tentação de frases como "não te disse que ler era giro?", "vês como afinal até gostas de ler..." e outras pérolas irritantes do género;
6. Não desesperar se os miúdos não quiserem ler; um dia chegam lá, assim mantenhamos os livros à distância de uma mão e a nossa paixão pela leitura.

[boas férias!]

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Descontrair e não stressar!


[Nós, em Madrid]
Cheguei de Praga há três dias e ainda não parei de fazer malas, encher mochilas, lavar e estender roupa, enfim, preparar-me para um Algarve seguro, familiar, cansativo e, mesmo assim, retemperador para o resto do ano.
Vamos hoje embora, daqui a poucas horas, de modo que faço este curto intervalo para vos dizer "olá!" entre chamadas de atenção do Vicente, adolescentes a acordarem de mau humor e uma casa literalmente de pantanas.
Promessas a mim própria:
Descontrair e não stressar.
Descontrair e não stressar.
Descontrair e não stressar.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Praga [dia #3]




Entrei na Arca de Noé*.
Almocei sentada num passeio em frente à Gucci.
Ouvi as Quatro Estações de Vivaldi pela Orquestra Sinfónica de Praga.
Comprei o "1984" em checo.
Comi este mundo e o outro.
Desfiz os pés e enchi a alma.

*exposição "A Arca de Noé", patente no Museu Nacional de Praga

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Praga [dia #2]



Entrei numa loja vicking.
Fui ao WC de um restaurante que tinha para utilização livre body lotion, desodorizante, palitos e toalhitas.
Tive um anjo sobre mim.
Vi outra serpente; mas não era branca.
Bebi 1/2 litro de Radler ao almoço.
Acendi uma vela contigo.
Estive num cemitério.
Passei por entre a chuva.
Apaixonei-me ainda mais por ti.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Praga [dia #1]



Toquei piano na rua.
Fui figurante de um vídeo para o Goethe Institut de Praga.
Trouxe de um café onde se trocam livros, uma edição checa de 1932 de Charles Dickens.
Passei por um piano público no meio de um jardim.
Estive perto de uma serpente branca.
Vi um órgão onde Mozart tocou muitas vezes.
Li Kafka numa esplanada.
Vi uma casa que dança ("dancing house").
Namorei muito.

[vão seguindo a nossa viagem a Praga, AQUI!]

quinta-feira, 20 de julho de 2017

"Os sonhos que eu tenho não têm limites"


Se tiverem embalo para ver o vídeo até ao fim, ganham uma certeza: nunca é tarde para recomeçar nada.

[sou absolutamente fã da Chef Paola Carosella]

terça-feira, 18 de julho de 2017

E se?...

Foto: Maria João Pote Fonseca
A vida tem encruzilhadas que nos assustam; desafios que nos põem à prova e que nos esticam e que nos forçam a suplantar limites; curvas e contra-curvas que nos trocam as voltas e que nos põem no lugar, sempre que precisamos de lições de humildade. 
No meu caso, sempre que acho que estou absolutamente certa de um determinado caminho, chega algum dado novo para baralhar e dar de novo, uma espécie de prova de fogo pela qual tenho de passar para provar a mim própria, à Vida, ao que for, que este ou aquele é o caminho certo. 
Quando isto acontece, vem o medo, a vontade de chorar e de fugir, a sensação de impotência, de incompetência, e a tentação da preguiça. É tão mais fácil mantermo-nos no nosso cantinho confortável, menos trabalhoso, mais seguro, felpudo, quente, quieto. Mas o que fazer com esta inquietude que também me habita todos os dias? E com esta sensação, às vezes forte e doce, outras ténue e amarga, de que sou capaz de outras coisas, de outras geografias, de outras paisagens? 
E se o medo não for das minhas sombras, mas da minha luz? E se o medo não for do que não sou capaz de fazer, mas de tudo aquilo de que sou feita e que ainda não conheço? E se o verdadeiro medo for a tentação que dá algures a meio da viagem, para nunca testar os meus limites?...

segunda-feira, 17 de julho de 2017

A contar os dias...


Eu e tu.
Tempo de sobra.
Caminhar até termos bolhas nos pés.
Dormir muito.
Namorar mais.
Madrugadas longas.
Noites quentes.
Construir memórias.
Retemperar forças.
Renovar votos.
Nós. Só nós.

Praga, meu amor.

domingo, 16 de julho de 2017

Sobre a amizade...


A Amizade também se mede pela maneira como encaramos os sucessos dos amigos.
É muito fácil ser amigo de quem está na mó de baixo. Inspira compaixão e confere a sensação de que somos bons samaritanos. Já ter amigos com sucesso e felizes, é mais desafiante. É preciso termos o nosso quinhão de felicidade e uma certa dose de coragem para assumirmos aquilo em que queremos ter sucesso.
Ontem, Carla Rocha, ao ver-te a entrevistar o José Eduardo Agualusa, inchei de orgulho.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Qual é coisa, qual é ela...



Vejo-as ao alcance de uma mão. Encaminham-se na minha direcção a passos mais vagarosos do que gostaria, mas certeiros. Adormeço e acordo a pensar nelas e dou por mim a meio da manhã ou da tarde (principalmente daquelas menos luminosas), obcecada com a ideia de que estão, finalmente, a chegar-me. E ainda assim, apesar de estarem já tão perto, ainda me escapam, o raio das férias.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Coração fora do peito!


Olho-os com a distância possível e vejo o meu coração ao longe, fora de mim. Como se estivesse por ali pendurado, a planar sobre eles, e já sem conhecer o caminho de volta. Acolher o coração fora do peito é a melhor e a mais aterradora sensação do mundo. E amar incondicionalmente é a minha maior lição de humildade.

domingo, 9 de julho de 2017

O agora e o antes disto tudo!


[foto nostálgica do dia: o nosso casamento]
Acordámos às seis da manhã, como de costume. O meu marido está com uma enxaqueca gigante e eu não sei o que me dói, com franqueza. Talvez seja mais um acumulado de dores de há muitos meses, talvez não seja nada, apenas cansaço; não sei.
Sei que é Domingo de manhã e que me me apetece dormir até à noite. E sei que de cada vez que olho para o nosso bebé, lindo, simpático, melhor do que tudo aquilo que sonhámos, hesito entre a felicidade extrema e a nostalgia do "antes". De como era tudo "antes". Da exaustão física que não sentíamos, do tempo que tínhamos só para nós, das finanças mais equilibradas, das palavras ditas menos fora do lugar, desse "antes" que agora romanceio um bocadinho, como fazemos com tudo aquilo que achamos que perdemos irremediavelmente. 
Enfim. Nada que uma boa noite de sono não cure.

sábado, 8 de julho de 2017

Liberdade de seres quem és [em cada momento]


Não pinto o cabelo há meio ano. Seis meses livre de químicos e de horas de pousio, enquanto a tinta actuava devagarinho no meu organismo inteiro, não tenhamos ilusões.
Confesso que este meio ano foi mais fácil do que pensei, também porque optei por fazer um corte radical para acelerar o processo, mas principalmente porque fiz o que me apeteceu, sem pressões, nem grandes expectativas.
Hoje em dia, olho-me ao espelho e já não estranho a imagem que por lá fica. Agora é ao contrário: estranho as fotografias de cabelo vermelho; gosto delas, mas já não me identifico. Assim como também já não reconheço o meu braço sem esta tattoo que escondi durante 1 ano, porque as pessoas são assim mesmo: mutáveis, tantas vezes inconsistentes, e incompreensíveis, diferentes em diferentes fases da vida.
Gosto de pensar que a ideia de sermos sempre a mesma pessoa ao longo da nossa existência, é uma mentira que nos contam mascarada de congruência, e que é tantas vezes em nome dela que cristalizamos em quem julgámos ser num dado momento, ou em quem julgam que somos para a eternidade. E não há prisão maior.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Ano Novo, vida nova!

Juvenália de Oliveira Fotografia

O meu Ano Novo não começa a 1 de Janeiro, mas no dia do meu aniversário. Isto quer dizer que hoje me entra um ano a estrear e que é hoje que tenho que fazer desejos, comer doze passas em cima de uma cadeira e lançar fogo de artifício.
Esquecendo a cadeira, as passas e os artifícios, aqui fica a minha lista das 10 aspirações para cumprir entre 4 de Julho de 2017 e 4 de Julho de 2018:

1. Ser a mãe que cada um dos meus 4 filhos precisa;
2. Entregar à editora o livro que comecei quando o Vicente nasceu e vê-lo publicado;
3. Terminar a Pós-Graduação em Mediação Familiar e ter o privilégio de fazer co-mediação com a Isabel Oliveira (uma vez na vida, vá...);
4. Manter a alimentação que tenho tido até aqui, com mais acertos que desvios;
5. Aceitar os desafios que são para mim, sem medo;
6. Recomeçar a correr;
7. Fazer uma nova tatuagem;
8. Namorar sempre, independentemente dos cansaços, das rotinas, das birras, da vida real;
9. Ir a Florença com o homem da minha vida;
10. Acabar o ano a dizer que foi um ano do caraças.