sábado, 14 de julho de 2018

Eu tenho um sonho...

Revista Activa, Março 2018

Gostava que todos os pais desavindos do mundo, escolhessem a felicidade dos filhos ao invés do orgulho ferido e da instrumentalização.
Gostava que separassem as águas da parentalidade e da conjugalidade e que nunca desistissem de ser pais, nem os adultos da jogada.
Gostava que continuassem a lembrar-se das razões porque algum dia se terão apaixonado e que essas razões fizessem perpetuar o respeito e a confiança mútuos.
Gostava que abandonassem as histórias binárias e infantis do "bem e do mal" e do "preto e do branco", e que vissem as cores de todas as narrativas e de todas as pessoas.
Gostava que os pais escolhessem sempre os filhos, independentemente de todas as suas outras escolhas.
Eu tenho um sonho...
Gostava que todos os pais desavindos do mundo nunca deixassem de ser pais de filhos felizes, mesmo não vivendo juntos, nem querendo mais estar juntos. Os filhos serão sempre a sua história conjunta e eterna.
Que o meu sonho seja também o vosso.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Ninho vazio


Acordei uma noite destas com esta tatuagem na cabeça. Quatro pássaros a sair do ninho, a baterem as asas e a fazerem-se à vida, como tem de ser.
A ideia não veio por acaso. Falta pouco mais de um mês para o meu filho mais velho viajar para a China, e ficar por lá um ano com o pai. Sei disto há muito tempo, mas não tenho conseguido escrever sobre o assunto. À família e aos amigos, desdramatizo, relativizo, desvalorizo. Vai fazer-lhe bem, vai crescer, vai ganhar mundo. Vai. Vai isso tudo. Mas não há volta a dar: o meu bebé vai embora. Vai.
Na minha pele, contudo, ficará para sempre.

domingo, 8 de julho de 2018

Qual é o teu tema de vida?


Ontem terminei oficialmente a minha Pós-Graduação em Mediação Familiar. Quem me vai seguindo por aqui, sabe que é um tema de vida, porque os meus pais separaram-se há vários anos e eu separei-me do pai dos meus três filhos mais velhos, há outros tantos. As minhas circunstâncias pessoais fizeram com que soubesse de cor o "sabor" do divórcio na qualidade de filha e de mulher-mãe que decide acabar um casamento, e estes "dois lados da barricada" deram-me perspectiva e uma obsessão por aprender mais sobre o tema da separação, do divórcio e da gestão dos conflitos inerentes.
Ainda sem aprender um mundo de coisas com as senhoras desta foto, já me recusava a acreditar no estigma das "famílias inevitavelmente destruídas pelo divórcio" e dos "filhos do divórcio". Não há "filhos do divórcio", há filhos de pais que se divorciam e que têm que aprender a viver nessa sua nova circunstância. E essa nova circunstância depende do que os adultos fazem dela e como se posicionam perante ela, facto que faz toda a diferença na vida dos filhos, isso sim.
Sei, na pele, que não é fácil. Sei que, mesmo para quem tomou a decisão da separação, como foi o meu caso, terminar um casamento é duro. Muito duro. Sei que a vida fica virada do avesso, de pernas para o ar, sei que falta o ar, que achamos que nada mais vai ser como antes. Sei que para as mães conscientes (e para os pais conscientes, sejamos justos), que tomam essa decisão difícil, morrem de medo de ter destruído a vida dos filhos. Sei disso tudo. E também é para ajudar nisso que a Mediação existe. 
Acreditem que também sei que há uma luz ao fundo do túnel, sei que a felicidade e a estabilidade dos filhos dependem directamente da felicidade e da estabilidade dos pais, e sei que é legítimo procurá-la. Façamos, contudo, a coisa bem feita. Procuremos ajuda terapêutica, se precisarmos, procuremos a ajuda de um Mediador (coisa diferente, não baralhemos as estações), façamos das tripas coração, Pais, para estarmos com a cabeça no lugar, porque é com a nossa cabeça no lugar que acertamos o lugar do coração dos nossos filhos.
Este é o meu tema de vida. Obrigada à Red Apple (e à Ana Varão e à Isabel Oliveira), por me terem devolvido o sonho.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

4-7-74



Desde que me conheço que ouço a minha mãe dizer que a minha data de nascimento é capicua, e que isso dá sorte. Tem dado. A Vida tem sido generosa comigo, porque embora dura em muitas ocasiões, não se tem furtado a mostrar-me caminhos.
Certo é, que também não me tenho furtado a segui-los, uns mais doces que outros, caminhos que vão dar a outros caminhos, encruzilhadas, trilhos, auto-estradas, passeios e estrada de gravilha.
Nestes 44 anos de vida, nunca nenhum me levou a um beco sem saída, porque mesmo os becos sem saída têm uma: voltar para trás e começar de novo. Contar até dez, respirar fundo, e recalcular a marcha.
"Recalculando", diz a senhora do meu GPS. Recalculando. Recalculando sempre.
E não é isto, a Vida?

[obrigada por continuarem aí desse lado, mesmo com todas as minhas ausências. Continuarei por aqui, a recalcular]

domingo, 17 de junho de 2018

11 anos de ti!


Há um ano tiveste um dia terrível. Tinha sido Pedrogão e umas das maiores tragédias nacionais, vieste de uma viagem desidratada e doente, soubeste que não podias ir à China visitar o pai. Choraste muito no teu dia de anos e quando, no seguinte, soubeste que a viagem estava fora de questão, vi-te numa tristeza como nunca antes. Disseste que a entrada nos 10 anos foi o pior dia da tua vida e eu, impotente, senti-me a pior mãe do mundo.
Este ano, compensámos isso e tiveste o aniversário cheio que merecias. Amo-te, miúda.

domingo, 27 de maio de 2018

Os meus filhos não te bastaram [e ainda bem]

Juvenália de Oliveira Fotografia
Disseste-me sempre que não precisavas ter filhos, porque os meus te bastavam. Eram teus, também. Pelas vezes que lhes contavas histórias à noite, pelas idas e vindas da escola, pelos abraços, pelos desabafos, pelo colo sempre aberto, pelas preocupações, pelas alegrias, pelo apoio nos pequenos fracassos e pela cumplicidade nas grandes vitórias. 
Disseste-me sempre que não precisavas ter filhos e sei que nunca me mentiste. Mas agora, desde há dois anos, sei que mentias a ti próprio. E que apesar de tudo o resto ser verdade, há verdades que são elásticas e que esticam, esticam, como o teu coração.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Quero dar-vos boas notícias!




O grande dilema das mulheres nos dias de hoje, ainda tem que ver com a conciliação entre o trabalho e a família. A culpa persegue-nos há décadas. Antes, era esperado que fossemos as cuidadoras exclusivas; tudo o resto era um "plus" caprichoso ou demasiado modernista e, por isso mesmo, mal visto. Hoje, somámos ao nosso papel de cuidadoras, o direito a trabalhar fora de casa, e conquistámos o direito à liderança nas organizações, tudo boas notícias! Mas como é viver com uma conta de somar, sem subtrair nada? O dilema, na verdade, é este mesmo: queremos trabalhar e queremos ter o direito a ascender profissionalmente, mas não queremos perder o direito a estarmos presentes na nossa família, porque essa é a nossa matriz, a matriz do cuidar. Digo isto sem nenhum tipo de preconceito de género, até porque não sei se esse natureza cuidadora que caracteriza a maioria das mulheres (e que não se traduz, de todo, somente na maternidade, mas na relação com os ascendentes, com maridos ou companheiros, etc), tem que ver com o facto de sermos mulheres ou com o papel social que desempenhámos ao longo de séculos. Seja por uma ou por outra razão, esta matriz persegue-nos como uma benção e como uma maldição, um paradoxo que continua connosco como uma cicatriz.
A verdade é que queremos tudo: um trabalho bem sucedido e tempo para a família. E a dura realidade é que na maioria das vezes,  esta soma não funciona de forma linear. Todos os dias vivemos a culpa de deixarmos para trás uma destas facetas e todos os dias nos penalizamos por isso; porque saímos do trabalho antes das seis da tarde, porque fomos buscar o miúdo à creche perto das sete, porque chegamos a casa estoiradas e sem paciência para nada, porque devíamos ler o relatório a, b e c e já não temos forças, porque, porque, porque. Queremos ser reconhecidas profissionalmente e, legitimamente, queremos continuar presentes para a família. E quando digo "presentes", não me refiro ao sufoco que é dar resposta a tudo a um ritmo constantemente tão alucinante, que nos faz taquicárdias. Estar presente para a família não é fazer sempre tudo à pressa: ir levar e buscar os miúdos à pressa, conversar à pressa, ouvir à pressa, ralhar à pressa, amar à pressa.
Pergunto-me, muitas vezes, se o direito que conquistámos a pulso para sermos trabalhadoras fora de casa e para ascendermos profissionalmente implica, inevitavelmente, perdermos o direito a vivermos a família sem pressa. Pergunto-me se querer ter uma carreira bem sucedida e tempo para a família é um binómio estapafúrdio. Pergunto-me isto todos os dias, e ainda não tenho uma resposta, mas dêem-me tempo; quero dar-vos boas notícias.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

A máquina da loiça onde o Vicente quer dormir!

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Cá em casa somos seis e a nossa gestão doméstica não é fácil. Saímos cedo, regressamos mais tarde do que gostaríamos, e espera-nos sempre um infindável número de tarefas que, sem nenhuma ajuda, nos leva ao desespero...Reconhecem esta sensação?
Sobram roupa e loiça para lavar todos os dias, camas para fazer, pó para limpar, brinquedos para apanhar do chão, toda uma rotina que é difícil para todas as famílias e, muito em particular, para as numerosas como a minha!
De modo que tudo o que conseguirmos encontrar, todos os produtos, electrodomésticos e afins que possam servir para facilitar as tarefas diárias que temos com quatro filhos em casa, são uma benção!
Foi isto que senti quando a Indesit nos apresentou a sua nova máquina de lavar loiça com ciclo BabyCare, especialmente dedicado à loiça do bebé, porque permite poupar horas na limpeza de  biberons e brinquedos, com uma lavagem a alta temperatura e com um ciclo de lavagem rápido, ideal para as vidas apressadas que temos todos os dias.
O ciclo BabyCare garante a remoção de 99,999% das bactérias, e a máquina eXtra Hygiene (nome difícil para uma ajuda tão simples e preciosa!), tem um novo acessório removível para bebés "The Zoo", que armazena de forma segura e fácil os objectos do Vicente. Confesso que este acessório é de tal forma apelativo, que é ver o meu bebé obcecado com a máquina nova e seriamente investido em passar lá a noite, facto que tem treinado a minha capacidade de negociação com uma criança de 2 anos. E a minha paciência, também.

[percebem a que me refiro?]

Uma das maiores vantagens que vejo nesta nova máquina, é o facto de ser francamente silenciosa (a família e os vizinhos agradecem!), e de ter uma variedade de programas práticos, incluindo o ciclo de Meia Carga, que poupa tempo e dinheiro nas pequenas cargas, com uma configuração que permite gastar menos água e energia. Por razões óbvias, é o meu preferido. 

[o "berço" a que o Vicente aspira...]

Antes de ser mãe de 4 filhos, não me passaria pela cabeça fazer publicidade a uma máquina de lavar loiça. Talvez a uns sapatos, a uma mala, a uma viagem, a qualquer coisa mais glamourosa. Mas a vida dá voltas, as prioridades mudam e dou por mim a valorizar tudo aquilo que verdadeiramente me facilita a vida. E neste novo campeonato (o da maternidade), uma coisa vos garanto: esta máquina tem sido um achado.


domingo, 13 de maio de 2018

Uma provocação aos "psis" desta vida [e uma declaração de amor]

[a foto já tem uns meses, mas gosto dela. Obrigada pelo registo, mãe]

Ao contrário do professado pela maioria dos "Psis" que conheço ou que leio, deito o meu bebé na minha cama todos os dias e fico ao seu lado até que adormeça. Acho que a única parte que os "Psis" que conheço ou leio defenderiam, é a preocupação que tenho sempre em mudá-lo para a sua cama logo que adormece, para que não rebole da minha.
No tempo que demora até adormecer (que podem ser 5 minutos ou 1 hora), damos abraços, beijinhos e muitas gargalhadas. Também ensaiamos músicas, repetimos palavras novas até nos cansarmos, imitamos a vaca que faz múuu, o pato que faz quá-quá, o cão que faz ão-ão, e agora gostamos de imitar a ambulância, que faz ni-nó-ni.
Hoje, porém, tivemos uma novidade mesmo boa, quando para além dos bichos todos e da ambulância, o Vicente repetiu a palavra Amo-te, com a cara colada à minha. Disse como eu costumo dizer-lhe há muito tempo: a-mo-te. Assim mesmo, devagarinho, a saborear cada sílaba e com acento no U: a-mú-te!!!!
Não sei o que é que os "Psis" que conheço ou que leio achariam disto. Desta festa à hora do deitar na cama da mãe, sem lugar à autonomia do bebé no seu próprio quarto, sequer na sua própria cama. Agora que fui mãe depois dos 40, desato a fazer tudo mal, ao contrário da parentalidade "by the book" que segui com os meus três filhos mais velhos: a ordem para nunca saírem do quarto a partir do momento em que entravam; os minutos em que os deixava a soluçar sozinhos na cama, porque era assim que se educava para a autonomia; os beijos e os abraços fugidios a partir de certa hora, que no dia seguinte era preciso levantar cedo.
Arrependo-me da mãe perfeita que tentei ser e adoro a mãe imperfeita e feliz que sou agora. Os erros estão feitos; resta-me a vida inteira para acertar.

[adoro-vos, putos!]

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Nunca é tarde para mudar de vida [mesmo que pareça!]


















Casámos há exactamente quatro anos. Antes disso, muito antes, percorríamos caminhos diferentes. Cada um metido no seu casamento, mil planos e muitas histórias a que nenhum de nós pertencia na vida do outro.
Quis o destino {ou quisemos nós}, mudar o curso dos acontecimentos e hoje vivemos a nossa segunda vida. Pergunto-me muitas vezes a quantas vidas temos direito. Não sei a resposta, mas por mim, moraria a vida inteira nesta.
Amo-te.

terça-feira, 8 de maio de 2018

A foto é um click. O resto, é a vida real!


Antes e depois desta foto, zangámo-nos uns com os outros. Muitos interesses diferentes para gerir, muitas hormonas aos saltos, filhos na idade do armário, outros a caminho, birras do mais novo, tudo menos o mar de rosas que as fotografias mostram.
Desengane-se quem acha que as famílias felizes são perfeitas. Não são. Só são felizes, e isso já é tão bom.

terça-feira, 1 de maio de 2018

Quero falar sobre isto de nos reprogramarmos de vez em quando...


Com as mudanças que tive na minha vida profissional recentemente, deixei para trás alguns cuidados que me faziam bem e feliz. Quase parei de escrever, fiquei com menos tempo para caminhar, desleixei-me na alimentação, deixei de responder a mails pessoais e a sms de amigos, mergulhei em águas profundas e por lá fiquei, quase sem respirar. Não me arrependo de todo, porque há fases e desafios na vida em que não há outra solução que não a imersão. É ela que reprograma o nosso ADN, que reconfigura o nosso mindset e que activa todos os alarmes possíveis para que consigamos sobreviver. E quando sobrevivemos, renascemos mais fortes.
Passados quase 6 meses, é altura de subir à tona e retomar-me. Só assim farei tudo o que tem de ser feito.

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Há fotos que mascaram a realidade. E há as que mostram tudo.



Esta foto foi tirada ontem, às sete e meia da manhã. Ela diz que estou exausta, mas feliz. Diz que tenho a vida que escolhi. Que fora as maleitas do dia-a-dia que não têm peso a não ser o que lhes quero dar, estou na fase mais realizada da minha vida.
Esta foto tão simples, de pijama e sem maquilhagem, diz tudo.

domingo, 29 de abril de 2018

Programas em família: uma realidade ou uma miragem?

Foto da avó Ju

Viver numa família com filhos com idades e interesses muito diferentes, é aprender a gerir os dias de descanso com uns e com outros, sem culpa de largar. Quero com isto dizer que os programas já não são transversais à família toda, o que agrada a uns não agrada aos outros e é preciso alguma ginástica e capacidade para aceitar que, a partir de certo momento, a fantasia da família toda junta é isso mesmo: uma fantasia.
De modo que há que relativizar, deixar cair as ideias idealizadas e fazer o que é possível com a realidade que temos: sair à vez com cada um dos filhos, desistir de agradar a gregos e a troianos, sair de casa com quem quer sair e deixar para trás quem prefere o sofá e, algumas vezes (mas com parcimónia), obrigar a saídas forçadas em família. Da minha experiência, os mais velhos só reclamam nos primeiros 15 minutos, depois, incha, desincha e passa.

terça-feira, 17 de abril de 2018

E se pudessem ter água gaseificada à distância de um botão?

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Apaixonamo-nos por ínfimos detalhes e desapaixonamo-nos por ínfimos detalhes. Senão vejamos: tenho um amigo que se desencantou com uma namorada quando percebeu que ela lavava a loiça com água fria; tenho um outro que confidenciou ter reparado naquela que viria a ser sua mulher, quando a viu agarrar uma chávena de café com as duas mãos, achou-lhe graça. A peculiaridade das pessoas à nossa volta é, tantas vezes, o que nos desconcerta e desarma, para o melhor e para o pior. No caso do meu homem, dizer-vos que me chamou a atenção o facto de beber água gaseificada com um prazer que demorei a entender. Explicou-me que era a única forma de matar a sede, que era a bebida mais refrescante do mundo, que ganhou o hábito com uma amiga de longa data, para quem a água com gás era uma cena de culto. Creepy, pensei.
A verdade é que tardei a perceber o interesse da coisa, mas cheguei lá. Hoje somos ambos ávidos consumidores de águas com gás e degustamos as diversas marcas existentes no mercado com a mesma devoção com que os amantes de cervejas artesanais garimpam as novidades do ramo. Há malucos para tudo.
De modo que quando descobri a máquina Sodastream, achei perfeito. Imaginem o que é poder transformar a água lisa da torneira em água gaseificada, em 6 segundos e à distância de um botão? Ainda decides o nível de gás que colocas na tua bebida e o sabor que preferes, porque a marca tem mais de 10 sabores disponíveis para todos os gostos, sem coloração artificial, sem edulcorantes artificiais e sem conservantes.
A parte ecológica da Sodastream também me desarmou, porque  a utilização de 1 garrafa sodastream substitui o consumo médio anual de 2000 garrafas de plástico convencionais por família. É assustador pensar na quantidade de plástico que uma família numerosa como a minha, deixa no planeta todos os dias...
Estamos rendidos, sim. Um nadinha viciados, confesso, mas há dependências piores.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

As dores dos filhos [e as nossas]



Hoje a minha filha falava-me da sensação devastadora de ter sido posta de parte por um grupo de amigas. Sentiu na pele a tristeza de ter sido afastada e a desilusão de não se ter sentido querida.
Acredito que são estas tristezas e estas desilusões que fazem crescer. Mas não tenhamos ilusões; também são elas que nos deixam cicatrizes fundas. As mesmas que nos obrigam, muitos anos depois, a ultrapassar a eterna sensação de não pertencer.
Ainda não lhe disse que a luz ofusca a sombra. Um dia digo-lhe.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Culpa

 


Uma pós-graduação que não acabo. Um livro que não escrevo. Uma consulta que não marco. Um telefonema que não devolvo. Uma mensagem que não deixo. Uma resposta que não dou. Um post que não publico. Um e-mail a que não respondo. Um tempo que não dilata. Uma viagem que não marco. Uma mulher que não sou.
A culpa boicota-nos a vida. Se a largarmos, como uma cobra larga a pele a meio do caminho, seguimos mais leves e, muito provavelmente, capazes de {quase} tudo.

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Nunca nada é para sempre!


Não há que ter medo da mudança, porque nunca nada é para sempre. De modo que não nos levemos demasiado a sério e arrisquemos. No caso, é só cabelo.

segunda-feira, 26 de março de 2018

Os meus avós, os teus avós, os nossos avós!


Esta semana vamos fingir que és filho único, enquanto os manos passam férias com os avós que tu não sabes quem são. Um dia virão as perguntas e estaremos cá para responder uma a uma. Com Amor.

domingo, 18 de março de 2018

Neste Dia do Pai...


...dizer-te que és oficialmente pai há quase dois anos, mas és (pai)drasto há muitos mais, o que, na prática, faz de ti catedrático nisto da parentalidade.
Ainda assim, nunca é demais lembrar-te que ser pai e (pai)drasto, às vezes, é lixado e que faz parte: não deixa dormir, traz preocupações para a vida inteira, leva aos limites da paciência e da tolerância, e põe-te à prova mais um bocadinho todos os dias. Deixa-me dizer-te, no alto da maternidade vezes quatro, que é mesmo assim. Há dias maravilhosos e há dias de merda, em que maldizemos todas as decisões que tomámos e a vida lixada que temos, simplesmente porque a exaustão toma conta de nós, ainda que por nano segundos.
Tenho passado estes últimos anos a dizer e a escrever que ser (pai)drasto é uma responsabilidade que acolheste com amor e com relativa facilidade, e é verdade. Mas há desafios acrescidos, não vale a pena mentir: estabelecer limites, entender até onde vai o papel do educador e do amigo, ter medo de ouvir "tu não és meu pai"; tudo são desafios que (cá está), com Amor se resolvem. E tu resolves.
De modo que hoje é o teu dia por muitas razões. O teu dia por direito biológico e adquirido. O teu dia por todos os mimos que dás, por todas as lancheiras que preparas, por todos os conselhos que ofereces, por todas as noites mal dormidas, por todas as dúvidas, por todas as lágrimas de alegria e de medo, por tudo.
Dizer-te que gostamos de ti. Muito. E que cada um de nós, à sua maneira, é louco por ti.