sábado, 23 de setembro de 2017

Os olhos também comem!


Hoje foi um dia do caraças, depois de uma semana do caraças! Quatro filhos e eu, sem filtros. A vida real não tem filtros a não os que vamos pondo por aqui para nos enganarmos a nós mesmos; ou simplesmente para tornar tudo mais fácil, que os olhos também comem.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Aviso à navegação!


Por tudo aquilo que já escrevi nos posts anteriores, sou intragável em Setembro. Amiga desnaturada, mãe chata (muito chata!), filha (quase) desaparecida em combate e amante miserável.
Para quem tiver paciência para esperar por uma Marta mais tranquila, já não falta tudo...por enquanto, é decorar horários vezes quatro, afinar rotinas vezes quatro, gerir maus-humores vezes seis e tentar que as veias do pescoço não saltem de elevar (ligeiramente) a voz quando as tropas lá de casa não obedecem.

[Magda, quantos cursos intensivos do "Berra-me Baixo" posso fazer?...]

sábado, 16 de setembro de 2017

Bora ser felizes?


Entrei numa nova fase. Já ninguém me pergunta porque é que não pinto o cabelo, nem faz comentários desagradáveis a respeito. Os únicos que recebo são positivos e quem não gosta inibe-se de comentar o que quer que seja. Eu agradeço. Também não desato a distribuir opiniões gratuitas sobre a senhora gorda, magra, às bolinhas brancas, baixa, alta... Esta ideia de que, em nome da "verdade" podemos dizer tudo, é a maior mentira que contamos aos outros e a nós próprios. Nem tudo se diz; menos ainda quando é desagradável e não acrescenta.
Isto para dizer a quem está a passar pela fase chata da "transição", que os outros pensam coisas (nós também). E então? Quem muitas vezes nos diz que estamos mais velhas ou que vamos ficar envelhecidas de cabelo branco, também tem pés de galinha, uma verruga no queixo, um olho torto, uma camisola de uma cor que não gostamos. Mas isso não nos dá o direito de desatar a opinar, ou dará?
A vida dos outros interessa-nos na justa medida em que estamos interessados na nossa; se ela nos "alimenta", se nos preenche, se nos sacia, não precisamos de viver a dos outros. Mas se, ao contrário, ela nos desilude, os outros, as suas decisões, as suas alegrias, podem passar a ser o centro do universo. E é uma pena.
Bora ser felizes?...

[post publicado no grupo de facebook Mulheres de Prata]

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Cara de Encarregado de Educação em Setembro...



Ele é assinar cadernetas; ele é assinar recados que vieram hoje das escolas e da creche; ele é procurar os lápis de cor que sabemos que temos (mas onde?); ele é ouvir cada filho à vez sobre novos professores e antigos, novos colegas e antigos, novas regras da escola e antigas; ele é ouvir dizer que já se está farto da escola ou que se adora a escola; ele é fazer o salto encarpado para ter os miúdos na cama antes das dez da noite; ele é correr atrás do bebé o tempo todo; ele é não esquecer que o marido existe; ele é comprar a pílula para não vir nenhuma Frederica (e para evitar que a hipotética avó de uma hipotética Frederica tenha uma apoplexia nervosa); ele é sorrir e acenar; ele é articular as palavras e o pensamento para não sair merda; ele é gritar para que as meias e os boxers não fiquem mortos no meio do chão do quarto (e nós, mortos com o cheiro das hormonas em ebulição!); ele é tentar ir dormir antes da uma da manhã; ele é comprar o material que os professores de EV, ET, E-o-diabo-a-sete decidem que querem, quando já gastámos cinquenta vencimentos com livros e material escolar; ele é ter uma paciência de jó; ele é saber que isto tudo passa. Mas até lá, ele é aguentar firme que um dia ainda teremos saudades disto tudo.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Queridos Encarregados de Educação, ainda estão vivos??



A todos os pais que hoje andaram a correr de reunião em reunião, que fizeram mil contas de cabeça para conjugar horários escolares e actividades extra-curriculares, que carregaram cartões de refeições, que compraram passes, que decoraram quinhentas regras pedagógicas, que anotaram mil e um recados, que trabalharam pelo meio, que fizeram jantares, que ajudaram a preparar as primeiras mochilas do ano lectivo, que fizeram cinquenta mil recomendações, que repetiram tudo o que andam dizendo desde que os filhos nasceram, que ainda estão vivos...
o meu bem haja!

[bebam um copo, façam o amor e durmam; a sério. Os dias que se avizinham, em que "a máquina ainda não está oleada", são  para esquecer]

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Quem é que de perto é normal?



Ando maluca com o livro maluco da Tati Bernardi "Depois a Louca Sou Eu", que põe a nu os ataques de ansiedade e as fobias da autora, num relato inteligente, duro, cómico e real. O livro fez-me pensar nas minhas próprias loucuras/manias/fobias (o que lhes quiserem chamar!), que quando partilho com amigos mais chegados, e apesar de me conhecerem de perto, ficam com um ar desconcertado.
Nunca me fez sentido partilhá-las publicamente, mas confesso que inspirada pela Tati (posso chamar-te assim, Tati?), decidi que loucos somos todos, uns com maior capacidade autocrítica que outros, uns mais loucos que outros mas, como diz uma grande amiga, quem é que de perto é normal? Eu não sou; vocês são?...
Posto isto, desafio-vos a partilhar uma coisa (uma coisinha apenas) louca sobre vocês. As minhas 10 ficam aqui para a posteridade:

1. Benzo-me de cada vez que passo por uma ambulância (ou de cada vez que ouço sirenes), facto que já me trouxe situações cretinas, como quando me benzi a ver passar a comitiva do Benfica;
2. Como doces e gorduras à pressa, porque tenho a crença, mesmo crença, de que se o fizer num nanosegundo, o corpo não se apercebe de nada e não engorda;
3. Os sapatos da família toda estão arrumados com o direito à frente do esquerdo, para dar sorte;
4. Sempre que vou dar um beijinho de boa noite aos meus filhos, saio dos quartos a arrastar o pé direito...para dar sorte (também arrasto o pé direito antes de entrar no carro, para entrar no trabalho e sempre que o dia me assusta, arrasto-o a qualquer momento);
5. Adoro falar sozinha em frente ao espelho e já fui entrevistada pela Oprah e pela Júlia Pinheiro (leia-se, eu faço de Oprah e de Júlia e eu faço de Marta), centenas de vezes (também já fiz de Cristina Ferreira e de Marta dezenas de vezes);
6. Já usei lentes de contacto verdes, já fui trabalhar de rabo de cavalo postiço até ao rabo e tenho uma peruca comprida preta, com a qual ainda vou sendo entrevistada na casa-de-banho algumas vezes (pela Oprah, pela Júlia e pela Cristina, leia-se);
7. Quando não me apetece aturar aos meus filhos, adoro fingir que desmaio; agora já não funciona;
8. Zangada com o meu homem, já fingi que fugi de casa (fiquei uma hora no estendal do prédio a chorar e liguei-lhe para me ir buscar; ele ria às gargalhadas);
9. Tenho uma placa de silicone na cabeça e acho que é por isso que não sei fazer uma única conta (não dou explicações de Matemática aos meus filhos desde o 2º ano e juro que não estou a exagerar...os problemas do Marco que emprestou livros à Adelaide que por sua vez os deu à Clarice dão conta de mim; as contas dão conta de mim, mas o silicone explica quase tudo na minha vida e isso acalma-me);
10. Desde o filme "Tubarão" que tenho pavor de mergulhar no mar e em piscinas... ... ...pois.

Fui.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Cair na real



Tivemos de fugir de madrugada e deixar tudo para trás. A casa, as recordações, as roupas, tudo o que não podia vir mais agarrado à nossa pele. Enfiámo-nos no carro à pressa e em pânico, os putos lá atrás encafuados e sem fazer perguntas (nunca fazem sempre que percebem que é assunto sério!), o bebé a dormir. O meu homem pôs prego a fundo e saímos dali depressa, para um destino assustador e desconhecido, mas isso seria a preocupação seguinte. Por agora, precisávamos fazer o caminho em segurança e aprender a dominar a mente para dosear as preocupações. Sabia que se não fôssemos capazes disto, enlouqueceríamos em pouco tempo.
Dou por nós a atravessar montes, vales, montanhas e toda a espécie de terrenos difíceis e acordo deste pesadelo quando ele se torna tão insuportável que o meu cérebro interrompe tudo: o exacto momento em que somos forçados a meter o carro num lago gigante, junto a um desfiladeiro, e em que olho para trás e vejo o meu bebé a sumir-se debaixo de água, sem que lhe possa chegar.

Já de olhos bem abertos, vejo que estou no sossego do Alentejo, na cama com o meu marido e com os filhos perto, aconchegados e seguros. A madrugada silenciosa só é interrompida pelo cantar de dois galos, um mais longe e outro logo ali, e nos quartos ao lado, dorme o resto da família; um silêncio doce, sem sobressaltos.
Tenho passado o dia inteiro a pensar neste pesadelo. E em contra-ponto, nesta paz e nesta segurança em que os nossos filhos ainda dormem. E nos milhares de casais que ao contrário de mim e do meu homem, deixaram filhos para trás, viram-nos morrer pelo caminho, fizeram-nos em campos de refugiados ou trouxeram-nos com eles, à mercê do medo, da guerra, de lagos gigantes, de mares infinitos, de caminhos tortuosos. Alguns deles com quem trabalho todos os dias, e que pelo simples facto de existirem na minha vida, me põem no lugar sempre que preciso cair na real.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Azul


Casei com esta cor, porque já tinha tido a minha dose de branco. Nada contra; o meu primeiro casamento foi como quis, como fazia sentido e foi muito bom. Mas a vida muda e nós mudamos com ela (ou será ao contrário?), e chega uma altura em que o que era já não é, e faz parte.
Casei de azul. Cor do céu, do mar, do rio à minha porta e da 125 dos Trovante e da minha adolescência. Casei outra vez como queria e agora não quero mais nada. Ou por outra, quero a vida inteira disto tudo. Contigo, meu amor.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

O meu Setembro é um mês de ginástica, mas não é no ginásio!


Setembro chegou há 5 dias, mas como em todos os setembros desde que fui mãe, o tempo escasseia para tudo e também para escrever por aqui. Acho que já escrevi isto noutros anos nesta altura, mas repito: o nosso ano familiar não começa em Janeiro, mas em Setembro, porque é neste mês que começa tudo: as escolas, as actividades extra-curriculares, as rotinas novas (dos miúdos e dos graúdos!), as marcações de consultas médicas para a família toda, a resolução de "pendentes", (aqueles berbicachos que fomos empurrando com a barriga até virmos de férias e que agora não podem mais ser adiados), as preocupações e os sapatos fechados. É também em Setembro que a nossa ginástica financeira familiar é feita à boa maneira das ginastas de leste: espartana, rigorosa, detalhada ao milímetro, cansativa e cheia de espargatas, saltos encarpados e cambalhotas, sempre a evitar uma lesão qualquer que nos deite ao tapete. São os livros e o material escolar (lanço daqui uma prece aos avós dos meus três filhos mais velhos, que todos os anos rumam com eles à Staples para comprar grande parte do que irão precisar durante o ano!), são as reinscrições nas actividades vezes três (e agora também a creche do Vicente), são os ténis, os fatos de treino, a substituição das calças que ficaram pequenas, das camisolas que ficaram curtas, das botas que ficaram apertadas. São as idas ao Dentista e ao Dermatologista (depois da praia), as minhas mamografias que foram ficando para trás e que não pode ser, a vacina dos 15 meses do Vicente que não faz parte do Plano Nacional de Vacinação, mas apenas do plano financeiro cá de casa...enfim, já estou cansada disto tudo e ainda só estou a teclar!
A minha questão é: o vosso Setembro também é assim, ou isto é coisa minha?...

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Já pensaram lavar o cabelo sem champô?


Deixei de pintar o cabelo há 8 meses, fiz três cortes radicais e não me arrependo. O cabelo está mais forte, mais brilhante e mais próximo do que era antes de ter começado a bombardeá-lo com tintas.
Aproveitando o balanço nesta linha mais "ao natural" e depois de alguma pesquisa, decidi experimentar a "técnica no poo", uma técnica de lavagem de cabelo que não implica a utilização de champô. De acordo com a maioria dos artigos que li sobre o assunto, este método, para além de eliminar do nosso organismo alguns componentes nocivos para a saúde existentes na maioria dos champôs e condicionadores disponíveis no mercado, equilibra a produção de óleo, disciplina os caracóis (se for o caso), torna o cabelo mais brilhante e é, sem dúvida, mais económico.
Claro que basta uma pesquisa rápida para ler opiniões contrárias à utilização desta técnica, mas decidi experimentar por duas razões:
1. A minha avó Elvira sempre lavou o cabelo desta maneira e tinha um cabelo invejável;
2. Pela primeira vez na vida sei exactamente o que ponho no cabelo, ao contrário do que acontece com todos os produtos capilares que tenho comprado ao longo dos anos; basta, aliás, olhar para os componentes de cada um deles, para tomarmos consciência do cocktail de nomes difíceis que despejamos em cima de nós todos os dias.

A quem interessar, aqui ficam os produtos que tenho utilizado e como o faço:

1. Diluo 1/2 colher de sopa de bicarnonato de sódio no dobro da água;
2. Deito a mistura na cabeça molhada e esfrego, como se de champô se tratasse (não faz espuma e ainda bem!);
3. Enxaguo;
4. Diluo 1 colher de sopa de vinagre de maçã no dobro da água;
5. Deito na cabeça e esfrego, como faço com o condicionador;
6. Enxaguo.

Atenção: não fica a cheirar a vinagre!

Se tiverem interesse em saber mais sobre o assunto (e também sobre a aventura de deixar o cabelo ao natural), adiram à página de FB "Mulheres de Prata", onde partilhamos vídeos, dicas, dúvidas e boa energia.


quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Carta aberta à minha mãe

Foto: Jaime Silva

Mamã,
Fizeste 70 anos há menos de 1 mês e sei como este número é redondo demais para ti, que ainda te vês nas récitas do Liceu de Portimão e com uma energia de adolescente.
Percebo a sensação que tens de que a vida está a passar depressa demais por ti, como se estivesses numa carruagem de um comboio que já não pára em estação nenhuma. Mas dizer-te que és um exemplo de como não é a vida que passa por nós, mas somos nós que passamos por ela. Somos nós que, apesar de todas as vicissitudes (e tiveste muitas!) escolhemos a maneira como queremos passar tempo nessa carruagem que ganha balanço e não encontra apeadeiros. 
Escolheste sempre o lado solar, apesar de todas as sombras: evoluíste na profissão, já comigo por cá, e ganhaste autonomia; refizeste a vida depois do fim de um casamento de 30 anos; correste atrás do sonho da fotografia; viajas pelo mundo fora com a tal autonomia que conquistaste a pulso e és agora, aos 70, mais realizada que aos 30. Estarei enganada? Tornaste-te a tua melhor versão, e olha que não falo da beleza física, embora continue a achar que és a mulher mais bonita do meu universo. Falo da beleza que a maturidade nos traz, aquela que transparece na segurança de, finalmente, podermos ser e fazer o que quisermos, sem medo dos juízos dos outros nem dos nossos próprios.
Quando crescer, mamã, quero ser como tu. E acredita, o comboio anda muito depressa, mas estou lá dentro contigo.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Querem saber qual é o nosso segredo?



Somos seis. Meia dúzia. Uma mão cheia e mais um dedo.
E somos dois. Um par. Uma dupla.
O nosso segredo é só este: fazermos parte da meia dúzia sem nunca deixarmos de ser um par.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Sabem qual é o segredo das mães felizes?


Se houve coisa que aprendi com a maternidade vezes quatro, é que o tempo passa. Quase sem darmos conta, os nossos filhos deixam de procurar o nosso colo, evitam os nossos beijos e abraços (em público, pelo menos!), já nem sempre se riem com as nossas macacadas, passam a substituir-nos por colegas de escola, telemóveis e afins, deixam de olhar para nós como o centro do seu universo. Se isso é mau? É normal; mas quando ganhamos esta consciência, passamos a gozar até ao tutano cada etapa e paramos de maldizer tudo aquilo que antes era cansativo e que parecia infindável. É que nada é infindável, nem infinito, nem imutável. E esta certeza, se não nos trouxer serenidade, torna-nos, pelo menos, mais humildes. E infinitamente mais felizes.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Descobres que já não és o que eras...




...quando vais a uma consulta de Ginecologia e te deparas, pelo menos, com duas destas quatro situações:

1. A médica pergunta-te que pílula tomas e respondes "Nasomet";
2. Deitas-te na marquesa para a palpação mamária e constatas que as tuas mamas caem para os lados como flores murchas;
3. À pergunta "tem perdas de urina quando ri muito ou faz esforços?", ficas com vontade de chorar;
4. Não consegues ler as prescrições dos exames que te são passados, a não ser a 2km de distância do nariz.

Vá...ri para não chorares; a menos que faças xi-xi.

domingo, 27 de agosto de 2017

Receita de Domingo


Os figos e a meloa são do mercado biológico. Faltam aqui o smoothie de banana e aveia e o "café da avó", como chamo ao café de cafeteira. Também falta falar sobre esta luz maravilhosa que entra na nossa cozinha todas as manhãs, e sobre a bênção que continua a ser acordar ao teu lado todos os dias, meu amor.
À meloa, acrescentei chia e frutos secos; não sei se interessa dizer...

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Ah, vida boa!




Os meus três filhos mais velhos estão no Alentejo, o meu marido foi para um jantar de amigos e o bebé já dorme o sono dos justos. E eu, finalmente dona do comando da televisão e da casa inteira, tenho uma alheira no forno para comer com brócolos cozidos (não sei se joga, mas é o que há no frigorífico!), e preparo-me para me alapar no sofá como uma lontra, a ver pela 50ª vez o filme "Comer, Orar e Amar", baseado no livro com o mesmo nome que terei lido 600 vezes. Não que tenha sido o melhor livro que já me passou pelas mãos (que não foi!), mas foi, porventura, o que me mudou a vida.

[boa noite!]

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

É possível comer saudável fora de casa!



Quem vai seguindo a minha conta de instagram já ouviu falar da broa de Avintes que, de vez em quando, acompanha os pequenos-almoços aqui de casa. Respondendo a quem me perguntou onde a compro, é numa padaria aberta há pouco tempo no centro da vila de Oeiras (Rua 7 de Junho), que tem feito as minhas delícias nos lanches da manhã e da tarde e nalguns almoços. Chama-se Spica - Pão do Mundo, já existia no centro histórico de Paço de Arcos, e tem pão para todos os gostos - de malte, de espelta, de abóbora e nozes, de centeio, de alfarroba...um paraíso para quem quer diversificar farinhas e para quem, como eu, anda a evitar a de trigo. Isto para não falar das broas: de batata-doce (a minha preferida!), de erva-doce, de Avintes (original de Avintes e disponível todas as sextas-feiras).
A foto em cima faz parte de um dos menus de almoço: pão de sementes de papoila com mozarela e tomate; uma solução saudável, bonita (que os olhos também comem!) e em conta.

Com a minha mudança alimentar aprendi duas coisas: não é preciso (nem desejável!) passar fome para mudar o nosso corpo e é possível fazer uma alimentação saudável, também fora de casa.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Foi já há 1 ano!



Mudei os hábitos alimentares há exactamente 1 ano. Foi no pós-parto do Vicente, aos 42 anos, numa fase em que achei que era altura de cuidar do meu corpo, ou seria tarde demais. 
Contei com a ajuda preciosa da Clínica do Tempo, comecei a ler muito sobre o impacto que o que comemos tem no nosso bem-estar e o meu corpo mudou radicalmente.
Não entro em fundamentalismos, embora haja quem pense que estou magra demais, que pareço doente, que deixei de comer. É tudo legítimo, mas a minha verdade é esta: como melhor que nunca, sinto-me saudável como um pêro e feliz com o que vejo ao espelho. Não pretendo ter o corpo perfeito (que não tenho, nem nunca terei!), nem voltar aos 20 ou aos 30 anos. Quero só ser feliz, sentir-me bem, estar confortável comigo mesma. E isso não passa só pelo corpo, claro que não. Mas passa por isto de tentarmos ser a nossa melhor versão em cada momento. E esse caminho é só nosso.