terça-feira, 17 de abril de 2018

E se pudessem ter água gaseificada à distância de um botão?

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Apaixonamo-nos por ínfimos detalhes e desapaixonamo-nos por ínfimos detalhes. Senão vejamos: tenho um amigo que se desencantou com uma namorada quando percebeu que ela lavava a loiça com água fria; tenho um outro que confidenciou ter reparado naquela que viria a ser sua mulher, quando a viu agarrar uma chávena de café com as duas mãos, achou-lhe graça. A peculiaridade das pessoas à nossa volta é, tantas vezes, o que nos desconcerta e desarma, para o melhor e para o pior. No caso do meu homem, dizer-vos que me chamou a atenção o facto de beber água gaseificada com um prazer que demorei a entender. Explicou-me que era a única forma de matar a sede, que era a bebida mais refrescante do mundo, que ganhou o hábito com uma amiga de longa data, para quem a água com gás era uma cena de culto. Creepy, pensei.
A verdade é que tardei a perceber o interesse da coisa, mas cheguei lá. Hoje somos ambos ávidos consumidores de águas com gás e degustamos as diversas marcas existentes no mercado com a mesma devoção com que os amantes de cervejas artesanais garimpam as novidades do ramo. Há malucos para tudo.
De modo que quando descobri a máquina Sodastream, achei perfeito. Imaginem o que é poder transformar a água lisa da torneira em água gaseificada, em 6 segundos e à distância de um botão? Ainda decides o nível de gás que colocas na tua bebida e o sabor que preferes, porque a marca tem mais de 10 sabores disponíveis para todos os gostos, sem coloração artificial, sem edulcorantes artificiais e sem conservantes.
A parte ecológica da Sodastream também me desarmou, porque  a utilização de 1 garrafa sodastream substitui o consumo médio anual de 2000 garrafas de plástico convencionais por família. É assustador pensar na quantidade de plástico que uma família numerosa como a minha, deixa no planeta todos os dias...
Estamos rendidos, sim. Um nadinha viciados, confesso, mas há dependências piores.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

As dores dos filhos [e as nossas]



Hoje a minha filha falava-me da sensação devastadora de ter sido posta de parte por um grupo de amigas. Sentiu na pele a tristeza de ter sido afastada e a desilusão de não se ter sentido querida.
Acredito que são estas tristezas e estas desilusões que fazem crescer. Mas não tenhamos ilusões; também são elas que nos deixam cicatrizes fundas. As mesmas que nos obrigam, muitos anos depois, a ultrapassar a eterna sensação de não pertencer.
Ainda não lhe disse que a luz ofusca a sombra. Um dia digo-lhe.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Culpa

 


Uma pós-graduação que não acabo. Um livro que não escrevo. Uma consulta que não marco. Um telefonema que não devolvo. Uma mensagem que não deixo. Uma resposta que não dou. Um post que não publico. Um e-mail a que não respondo. Um tempo que não dilata. Uma viagem que não marco. Uma mulher que não sou.
A culpa boicota-nos a vida. Se a largarmos, como uma cobra larga a pele a meio do caminho, seguimos mais leves e, muito provavelmente, capazes de {quase} tudo.

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Nunca nada é para sempre!


Não há que ter medo da mudança, porque nunca nada é para sempre. De modo que não nos levemos demasiado a sério e arrisquemos. No caso, é só cabelo.

segunda-feira, 26 de março de 2018

Os meus avós, os teus avós, os nossos avós!


Esta semana vamos fingir que és filho único, enquanto os manos passam férias com os avós que tu não sabes quem são. Um dia virão as perguntas e estaremos cá para responder uma a uma. Com Amor.

domingo, 18 de março de 2018

Neste Dia do Pai...


...dizer-te que és oficialmente pai há quase dois anos, mas és (pai)drasto há muitos mais, o que, na prática, faz de ti catedrático nisto da parentalidade.
Ainda assim, nunca é demais lembrar-te que ser pai e (pai)drasto, às vezes, é lixado e que faz parte: não deixa dormir, traz preocupações para a vida inteira, leva aos limites da paciência e da tolerância, e põe-te à prova mais um bocadinho todos os dias. Deixa-me dizer-te, no alto da maternidade vezes quatro, que é mesmo assim. Há dias maravilhosos e há dias de merda, em que maldizemos todas as decisões que tomámos e a vida lixada que temos, simplesmente porque a exaustão toma conta de nós, ainda que por nano segundos.
Tenho passado estes últimos anos a dizer e a escrever que ser (pai)drasto é uma responsabilidade que acolheste com amor e com relativa facilidade, e é verdade. Mas há desafios acrescidos, não vale a pena mentir: estabelecer limites, entender até onde vai o papel do educador e do amigo, ter medo de ouvir "tu não és meu pai"; tudo são desafios que (cá está), com Amor se resolvem. E tu resolves.
De modo que hoje é o teu dia por muitas razões. O teu dia por direito biológico e adquirido. O teu dia por todos os mimos que dás, por todas as lancheiras que preparas, por todos os conselhos que ofereces, por todas as noites mal dormidas, por todas as dúvidas, por todas as lágrimas de alegria e de medo, por tudo.
Dizer-te que gostamos de ti. Muito. E que cada um de nós, à sua maneira, é louco por ti.

quinta-feira, 15 de março de 2018

Ideias que transformam!


Em 2016 superei o medo de falar para uma grande audiência e participei no Festival COGITO, promovido pela Câmara Municipal de Oeiras, partilhando a minha experiência numa família que a dado momento da vida, se reconstituiu.
Este ano arranca outro COGITO com o tema "Ideias que Transformam" e neste vídeo promocional, explico o que significou para mim a vertigem de chutar o medo para trás das costas e saltar...

domingo, 11 de março de 2018

O que é acontece quando perdes o olfacto, o paladar e a audição?


Este post não é sobre comida, mas também é sobre comida. É sobre os meus ouvidos que continuam uma lástima, um com uma perfuração de tímpano e outro com uma otite gigante; é sobre o paladar e o olfacto que perdi e sobre o facto de também estar surda, de tal maneira que não ouço quando o meu bebé chora, não consigo falar ao telefone, a televisão está aos altos berros e os meus filhos falam comigo uns decibéis acima. Este post é sobre a necessidade de fazer pratos bonitos, como este, e de fingir que os saboreio, quando a verdade verdadinha é que poderia estar a comer bife, alface, um pedaço de vazio, porque nada sabe a nada.
Há dois dias que tenho máquinas de lavar dentro dos ouvidos e que a minha realidade é diferente da das outras pessoas, simplesmente porque não ouço o que dizem e se isso não é uma tremenda lição de humildade, o que é que será?...
Nada é garantido: o cheiro dos nossos filhos, o barulho da chave a girar na porta, o sabor do café, a cor do céu.  Nunca tenhamos a veleidade de nos iludirmos.

quarta-feira, 7 de março de 2018

Nós, Mulheres!



Neste Dia Internacional da Mulher, dizer que a valorização e a dignificação do nosso papel começa em nós, na maneira como educamos as nossas filhas e os nossos filhos, na forma como lidamos com os homens das nossas vidas, com os nossos chefes e colegas de trabalho, com a vida em geral. Começa em nós decidirmos que somos quem decide, ao invés de deixarmos que o nosso caminho seja decidido por alguém. Cabe-nos a nós levantar  a voz sempre que valores importantes se levantem, gargalhar sonoramente sem medo de ocupar espaço nem de atrapalhar a vida às outras mulheres, usar e abusar de batom vermelho se isso for da nossa natureza e acolhê-la, sem receio que incomode. É a nós que temos que pedir explicações se a vida nos anda a correr mal, porque somos nós as responsáveis por mudá-la, apesar das vozes contra, as lá de fora e as cá de dentro. Nós somos as timoneiras do nosso barco, capazes de guinar para a direita e para a esquerda, nem sempre ao sabor da maré. E somos nós que devemos parar de andar sempre por entre a chuva, porque apanhar molhas faz parte da vida, e a seca mata. Cabe-nos a nós quebrar os silêncios e falar, esbracejar e espernear, sempre que alguém nos tenta pôr uma mordaça. E há muitos tipos de mordaça; mordaças discretas, que matam aos bocadinhos. Nós, Mulheres, temos que nos unir e gostar das outras Mulheres, ou isto não vai lá. Somos nós as responsáveis por descontinuar o raciocínio medieval de que estamos cá para nos lixarmos umas às outras, para roubar os homens das outras, para tirar o protagonismo das outras. Estamos cá para vivermos todas as vidas que nos cabem por direito, para dar a volta à vida as vezes que forem precisas, para errar e acertar, para escolhermos a que nos serve por direito. Porque temos direitos. Todos. Todos aqueles que formos capazes de sonhar.

segunda-feira, 5 de março de 2018

Índia, 2018


A foto é da minha mãe. A minha heroína de sempre, que se dedicou à paixão antiga da fotografia na casa dos 60 e que me tem ensinado a maior lição delas todas: que nunca é tarde para se fazer o que se gosta, nem para se fazer bem feito.

domingo, 4 de março de 2018

Quem nunca sentiu isto, que atire a primeira pedra...


Ora bem. Como é que hei-de dizer isto de uma maneira politicamente correcta. Não há maneira, mais vale ser honesta e dizer do que tenho saudades:
Da minha vida sem um bebé. Da minha vida sem ser chefe de nada nem de ninguém. De filhos em doses moderadas. Da minha cama sem Vicente. De sair sem sentir culpa. De liberdade e de tempo (não serão sinónimos?). De não fazer nada. De ver o meu homem cozinhar enquanto bebemos vinho tinto. De sair do trabalho e não pensar mais em trabalho. De correr. De estar sozinha e em absoluto silêncio. De passear em Lisboa de mão dada. De ter amigos em casa sem sentir vergonha do caos em que ela se torna todos os dias. De ser convidada para jantar em casa de amigos. De dançar slows com o meu homem. De ser surpreendida. De me recentrar. De não ter pressa. De dias calmos. De viajar. De estar com pessoas de quem gosto. De escrever todos os dias por aqui. De leveza. De dormir. De rir às gargalhadas. De não adormecer no sofá. De manhãs na cama. De surpresas pirosas e românticas. Dele. E de mim. E de nós.

(Cont.)

[quem nunca sentiu isto, esta exaustão, que atire a primeira pedra]

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Aprender a "deixar ir" e ganhar balanço para mudar!

[Produção para a Activa de Março; a foto foi tirada com o meu iPhone]

Deixei as tintas há quase 13 meses e há praticamente um ano que criei o grupo de facebook Mulheres de Prata para não me sentir sozinha a "grisalhar". 
Desde Março de 2017 até agora, já somos mais de 3300 mulheres interessadas no tema da beleza ao natural, mas não me interpretem mal: ela não significa desleixo, nem o abandono das estratégias que nos fazem sentir bem connosco próprias. Maquilho-me todos os dias, cuido-me mais do que nunca, até porque a verdade é uma: a idade obriga-nos a olhar para nós de outra maneira, simplesmente porque há ajustes que temos que ir fazendo ao longo do tempo: na roupa, no corte de cabelo, na maquilhagem. 
No meu caso, tenho vindo a sentir a necessidade desses ajustes sempre que me maquilho, e ainda ontem falava com uma amiga da minha idade sobre isso mesmo. Começo a perceber que os truques que usei uma vida inteira já não funcionam e estou ávida para reaprender a maquilhar-me. Uso eyeliner preto há mil anos e já não sei se se adapta; ponho a mesma base há outros mil anos e sinto que começa a "pesar" demasiado; o corrector de olheiras que utilizo define, mais ainda, as linhas debaixo dos olhos e tenho dúvidas sobre se é para manter ou não, e como.
Basicamente, a ideia não é desesperar e, muito menos, passar a vida a lamentar o que nos ficava bem e já não fica. Ao contrário, é preciso olharmo-nos ao espelho sem contemplações e deixar ir o que já não é para nós. E não será assim com tudo na vida?...

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

A propósito de mulheres reais...



Até Domingo estarei sozinha com os meus 4 filhos. Assusta um bocadinho, mas é nestas alturas que percebo que andamos a fazer a coisa certa com os mais velhos: colaboram em tudo, fazem-me companhia quando noutra altura qualquer estariam saudavelmente centrados nos seus "umbigos adolescentes", são incansáveis na ajuda com o Vicente, acordam do seu mundo muito próprio para arregaçarem as mangas e mostrarem que estão ali para o que for preciso.
Até Domingo vou ter de me lembrar de respirar. Mas ficarei à tona. Sempre.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

As minhas 7 vidas!


A Activa saiu há dois dias, mas só consegui ler agora a entrevista que dei à Cíntia. Cheguei de uma reunião há meia hora, estou finalmente sentada no sofá ao lado do homem da minha vida, os putos estão deitados, a casa está mergulhada num silêncio raro, merecido, precioso.
Leio o que a Cíntia escreveu em voz alta ao meu marido, e há passagens em que me emociono. Volto atrás, aos tempos em que fui gozada todos os dias na escola, à separação dos meus pais e à minha, à primeira vez que fui mãe, à plagiocefalia do Vicente, aos desafios sucessivos que a vida nos coloca, mas que, com jeito, superamos um a um. Devagarinho.
Fecho a revista e o Rui pergunta-me se é uma sensação estranha ver-me e "ler-me" naquelas páginas. Respondo-lhe que sim, um "sim" orgulhoso que não sou de falsas modéstias. Um "sim" que significa uma única coisa: uma Vida tem muitas vidas dentro. Assim tenhamos a coragem de viver a que nos pertence.

[obrigada à Cíntia Sakellarides pela generosidade do texto e à Natalina de Almeida por me ter feito sentir parte da "família Activa"]

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Amiga, lê este post quando saíres do cinema!


Amanhã fazes 46. Faltam-me três para ter a tua garra, a tua força de viver, a tua capacidade de dar a volta, a tua beleza assombrosa.
Dizer-te que a minha vida mudou quando te conheci. E que uma amizade pode ser um grande Amor.

[amanhã dou-te os parabéns; isto foi só um ensaio]

domingo, 4 de fevereiro de 2018

1,2,3, vamos lá outra vez!


A vida nova que iniciei em Dezembro começa, aos poucos, a seguir um rumo mais certo. Não que os dias sejam certos, cadentes, iguais uns aos outros, que não são de todo, mas o meu biorritmo vai-se gradualmente habituando aos caos desta nova existência, porque me vou esquecendo do ritmo de antes. E porque vou arranjando os meus escapes e as minhas estratégias para "sobreviver".
Lendo o que acabo de escrever, quase parece que vivo um suplício, mas não é verdade. Nunca é demais lembrar (e lembrar-me), que a escolha foi minha e que apesar da vertigem que sinto todos os dias, não queria estar a fazer outra coisa.
Amanhã começa uma nova semana. Tudo outra vez. Mas dormi, passei tempo com os meus filhos e com o meu homem, li e dediquei-me ao dolce far niente. Vamos lá a isto.

sábado, 3 de fevereiro de 2018

A Vida sabe sempre o que faz!


Alguém me perguntou se o Vicente foi um filho planeado; não foi. Mas a Vida, Deus, essa Força Cósmica que paira sobre nós, sabe o que faz.

[Mãe, ainda bem que garantes a eternidade destes momentos]

domingo, 28 de janeiro de 2018

A conciliação faz-se com uma rede de suporte. Apenas isso.

Juvenália de Oliveira Fotografia

Tinha decidido que teria todo o tempo do mundo para ti, porque és o meu último filho, mas não é assim. Agarrei um novo desafio profissional e o meu tempo divide-se por muitas frentes. Demasiadas.
Culpo-me de cada vez que te vou buscar à creche a horas obscenas, ou de todas as vezes que não chego a conseguir fazê-lo. Resta-me a certeza de teres o melhor pai e os melhores avós do mundo, que remendam as minhas faltas. Sobram-me os fins-de-semana e as vezes, durante a semana, em que te adormeço na minha cama, entre uma canção de embalar desactualizada e beijinhos repenicados, ainda que com o coração em sobressalto, porque é só depois de adormeceres que volto ao trabalho.
A conciliação não existe. É uma mentira descarada criada para aliviar a culpa. E alivia pouco.

sábado, 20 de janeiro de 2018

A minha liberdade rima com identidade. E a vossa?


Há 12 meses que não pinto o cabelo. Durante este período fiz três cortes radicais para facilitar a transição e criei o grupo Mulheres de Prata para me sentir menos sozinha nesta jornada.
Hoje, passado um ano, vejo isto de outra maneira. O grupo transformou-se numa comunidade já com mais de 3000 mulheres, e muito para além de ser um espaço de mulheres a assumirem os seus cabelos brancos, é uma oportunidade, o mote, o que lhe quisermos chamar, para nos libertarmos de algumas imposições sociais e vivermos as mudanças que vão acontecendo à nossa imagem, de forma natural.
Hoje olhei-me ao espelho e percebi que estou muito mais "branca" do que há pouco tempo atrás. A ausência de tintas permite esta coisa bonita de vermos o tempo a passar gradualmente, sem dramas, como tem de ser. E haverá fenómeno mais libertador do que este? Esta capacidade de olhar o tempo com as lentes da beleza e sem angústia?
Não é preciso deixar de pintar o cabelo para atingirmos um certo grau de liberdade; ele consegue-se de muitas maneiras possíveis. Mas parar esta busca é morrer aos bocadinhos; privarmo-nos do exercício diário de arrancarmos amarras pequeninas é porta de entrada para muitos vírus que nos enfraquecem sem darmos conta.
Só vos peço uma coisa: descubram as vossas estratégias de liberdade e ponham-nas em prática. Vão a um sítio que nunca foram, façam o caminho de casa por uma estrada por que nunca passaram, tomem um banho de mar à noite, pisem relva molhada, dêem um grito quando alguém menos espera, um abraço quando alguém menos espera, digam "amo-te" e "odeio-te" se preciso for, rapem o cabelo ou deixem-no crescer até ao rabo, usem batom vermelho ou decidam que não querem mais maquilhar-se. Caramba, façam o que vos apetece de vez em quando, só porque sim. Só vivemos uma vez.

domingo, 14 de janeiro de 2018

Dois truques para sobreviver ao caos!


Não tenho tido tempo nem vontade de escrever. Ando cansada e com a energia focada em duas únicas coisas: dar resposta ao desafio profissional a que me propus e não deixar que a minha família saia muito penalizada com isso. Este esforço consome-me os dias e as noites até normalizar, porque quando deito a cabeça na almofada culpo-me por tudo aquilo que deixei por fazer: os mails pessoais e do blogue a que não respondi, os amigos a quem não retornei a chamada, os projectos que ando a deixar parados, os posts que não escrevo, tudo aquilo que tenho deixado em suspenso quando a vida nos troca as voltas e nos mostra, por a+b, que nem sempre adianta fazer planos.
Não tenho a certeza de que a vida se resolva sozinha, como diz a minha amiga Catarina ,mas sei que ela anda sozinha, tantas vezes à nossa frente, sem lhe entendermos o sentido. O truque é correr-lhe atrás, que um dia percebemos tudo.
Outro truque? Não querer ser tudo nem fazer tudo. Embora isto pareça uma triste constatação, é um tremendo alívio.

[enquanto tenho dificuldade em vir ao blogue diariamente, acompanhem-me @aqui!]