domingo, 13 de novembro de 2016

Quantas famílias podem caber numa família?

[as saudades do mano, no regresso do fim-de-semana]

Os meus filhos mais velhos passaram o fim-de-semana com a {mãe}drasta e com os irmão do coração, uma rotina que se vem instalando desde que o pai viajou, e que confirma o que já sabia: que os miúdos respondem ao Amor, independentemente dos laços de sangue.
Ainda assim {ou talvez por isso mesmo}, gosto de fazer perguntas-tontas-de-controle, tipo "ainda gostam da mamã?", ou "têm só um bocadinho de saudades da mamã" e outras parvoíces que  não precisam de resposta, mas de mimo, porque as mães também precisam de ser mimadas.
Os putos riem e rebolam os olhos, como quem diz "que disparate!", respondem um sonoro "oh mãe, claro!", e continuam nas suas vidas, porque sabem que a minha preocupação é circunstancial e não reflecte nenhum medo racional.
Sorrio por dentro e constato que lhes ensinei bem a lição. Afinal, quantas vezes não falámos da "lei do coração elástico", aquela que permite que o coração estique para caber lá dentro quem mais gostamos? A mesma lei que desmistificou o papel do {pai}drasto nas suas vidas, porque lhes revelou a verdade: que amá-lo não diminuía, em nada, o amor que tinham pelo pai.
Quantas famílias podem caber numa família? Tantas quantas o coração deixar.

5 comentários:

Bailarina disse...

Parabéns! Tão bom ler que há gente como vocês, capazes, generosos,não invejosos, inteligentes e que acima de tudo primam pelo amor. Tudo de bom!

Escrever Fotografar Sonhar disse...

Tão bom!
Pena que haja quem não se lembre da "lei do coração elástico", pena que percam o melhor da vida, a multiplicação do amor.

Ana Filipa Oliveira disse...

Fantástico! Parabéns a todos os elementos das família que essa família é :-)

manuela carvalho disse...

Lei do coração elástico! Gosto muito de a ler:) beijinho.Manuela

Maria João disse...

Quem dera que todos pensassem assim, Marta. E não é por nenhuma razão em especial, apenas por era assim que deveria ser e todos seriam mais felizes!