quinta-feira, 23 de junho de 2016

Dias do caraças [e felizes!]

Foto: Pau Storch

Os dias continuam a um ritmo só nosso, à mercê dos horários ainda muito irregulares e exigentes do Vicente. Faço um esforço para manter as rotinas possíveis pelos meus três filhos mais velhos, e confesso que tem ajudado o facto das escolas já terem acabado, porque fica tudo mais flexível: a hora de deitar e das refeições, o ritmo do dia, a ausência de TPCs e de sessões de estudo. Mas agora que o meu marido voltou ao trabalho, é mais difícil gerir a confusão do quotidiano, sozinha com quatro crianças em casa.
Ainda assim, seria tremendamente injusta se não falasse das ajudas preciosas que tenho tido: da minha mãe {porto de abrigo constante}, dos meus três filhos {a quem agradeço o amor que têm demonstrado pelo mano e a ajuda que, cada um à sua maneira, me tem dado}, e dos avós paternos dos  três {cujo apoio neste processo tem sido tão discreto, quanto generoso}. De cada vez que vejo a preocupação que têm pelo Vicente e a ajuda que me vão dando com os netos para aliviar as rotinas diárias, penso como o tempo, de facto, opera milagres. E como as famílias podem assumir tantas formas, tamanhos e estilos diferentes, em nome do Amor.
Estes dias têm sido tão duros, quanto felizes. E ao contrário de outros tempos, tomo consciência da passagem voraz disto tudo e gozo cada segundo. Porque agora já sei que nada se repete.

3 comentários:

Sofiazinha disse...

:)

Fantástico Marta. Comovo-me, na grande parte das vezes, ao ler estes teus textos. Principalmente naqueles que falam nas "famílias antigas" e na "nova".

O tempo...?! Esse opera (mesmo) milagres. Por aqui também.

Beijinhos.

Cláudia M disse...

Tão lindos ;) Que foto amorosa :)

CrocDundee disse...

Os Avós Paternos são gente boa.
Mesmo!