terça-feira, 12 de agosto de 2014

Desatar nós

A vida é uma excelente acumuladora de nós. Às vezes tão embaraçados, que custam a desatar se olharmos para todos ao mesmo tempo e do mesmo ângulo.
No meu caso, que sou perita em vê-los sucederem-se uns aos outros sem quase nada fazer, praticamente adoeço. Começo a dormir mal, choro convulsivamente, perco o apetite {que para quem me conhece, sabe que é sinal de que estou quase morta!}, grito muito com quem tenho confiança extrema, e sinto-me a pessoa mais parva à face da terra por paralisar diante de uma montanha de nós de tal forma enlaçados, que não lhes vejo a ponta.
E é quando chego ao limite que me ponho a caminho na tarefa de os desfazer, um a um. Coisas tão simples como tomar os comprimidos para o joelho de que me ando a esquecer, fazer uns telefonemas em falta, matar projectos para fazer nascer outros com pés e cabeça, dizer o que tem de ser dito e a quem tem de ser dito, pôr uns pontos nos "is", arrumar a casa e a cabeça.
E depois, respirar a plenos pulmões, dormir profundamente e comer bem.
Caramba, que sou parva.

3 comentários:

Adriana disse...

é que de nada vale ficar a vê-los acontecer... mas pronto, mais vale tarde que nunca e o que interessa é que os desate!
:)

Escrever Fotografar Sonhar disse...

Parece simples, não é? ;)
Também tenho uns para desatar... Procrastinadora me confesso.

PP disse...

Sou perita em atá los...uns atrás dos outros sem me dar conta....insisto em atá los até porque desata los seria bem mais fácil mas eu sou a favor da dificuldade e do masoquismo...até um dia em que me olho ao espelho e não me reconheço...ai respiro fundo e dou por mim a desatá los todos de uma vez só...