terça-feira, 24 de setembro de 2013

Fui!

Hoje descobri {só hoje}, que correr é como parir um filho. Controlar a respiração. Centrar no momento. Eliminar distrações externas. Acreditar que vai acabar bem. Visualizar o final feliz.
Corri o meu primeiro quilómetro sem parar e embora sejam baby steps, são os meus. Aqueles que eu consigo dar nesta fase. E sem falsas modéstias, sinto-me uma super mulher pelo feito, que me levantei às seis e meia da manhã, despachei três crianças de uma penada, trabalhei 7 horas seguidas, fiz o jantar e fui correr eram nove da noite.
Podia ter escolhido o sofá, o blog, a cama, a novela, o Dexter gravado. Podia ter ficado na ronha, como tantas vezes fico. 
Mas hoje saí da minha zona de conforto e agradeço a duas pessoas por isso: ao meu homem {que aguenta o forte sempre que preciso respirar fora da caixa} e a esta força da natureza que ainda não sabe, mas é das mulheres mais valentes que conheço.
Hoje foi um dia bom.
Foi um dia mesmo bom.



2 comentários:

Manjerica disse...

Martinha, também quero um bocadinho dessa força anímica que estes dias tem andado um bocadinho em baixo de forma...

Tânia Carvalho disse...

Haha! que estamos em sintonia!
Estive duas semanas com o despertador alaramado para as 6.40, hora exacta em que me iria levantar, equipar, largar a correr pela rua fora, para voltar 40 minutos passados, a pingar as estopinhas, e tudo isto antes que as criaturas que um dia pari acordassemem para o novo dia. Todos os dias tocou, todos os dias o desliguei sem mexer mais que um dedo e para o fim da quinzena, depois de ameaças de morte do meu companheiro de cama, desisti. Hoje!! pois que me levantei e saí. Não foram 40 minutos, foram 20, mas pareceram 150. Tenho saudades tuas.