segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Quando é preciso levantar os pés do chão. E voar.

Esta gente boa pediu-me para escrever sobre a minha história de amor. A que vivo com o homem que tenho ao lado, que me acolheu com três filhos pequenos no currículo, sem olhar para trás.
A história é simples. Apaixonámo-nos. Apaixonámo-nos perdidamente.
Acontece que decidir entrar num projecto de vida a cinco, é um salto de fé. É muito diferente de quando se fazem planos a dois: ainda tudo por construir, um mundo de decisões por tomar em conjunto, desafios a estrear ao mesmo tempo.
Quando se começa uma relação com casamentos anteriores que não resultaram e filhos a tiracolo, é preciso pisar terra firme e ter mais certezas do que nunca. Mas também é preciso ser-se louco um bocadinho. E acreditar em histórias de amor com finais felizes, em amores para a vida {mesmo quando acabámos de viver uma história que não terminou bem, é preciso ser crente}, e em precipícios com chão almofadado à vista.
E apesar disto, não é fácil: a leveza dos inícios descomprometidos não existe. Há fantasmas do passado, há responsabilidades que se receiam partilhar com medo de perder o outro, e há rotinas sem fim, com filhos que não se tiveram em comum. E é aí que vem o medo de pesar no outro {no que não tem filhos}. Medo de lhe coartar a liberdade com escolhas que não foram feitas por ambos, e que não resultaram de um sonho partilhado.

Há muitos medos, não vou mentir. Sou a campeã deles, assim houvesse uma taça para atribuir ou uma prova de medos a que concorrer. Mas comigo {e perdoem-me a lamechice}, o Amor foi mais forte que o medo. E apesar de todos os "mas" e de todas as coisas que podiam correr mal, há momentos na vida em que temos de confiar e dar o salto. E voar. 
E não há vôos sem risco de queda.
Apenas a certeza de que se não levantarmos os pés do chão, morreremos aos bocadinhos. E não veremos nunca a linha do horizonte.




12 comentários:

M. disse...

Adoro! Tens que me dar a tua receita... Beijo

M. disse...

Adoro! Tens que me dar a tua receita da felicidade... Beijo

Paula Ferrinho disse...

Olá Marta:
Embora não comente quase nunca, sou leitora assídua do seu blog. Gosto da forma como escreve e, sobretudo, identifico-me consigo e com a sua maneira de estar na vida, pois o DOLCE FAIR NENTE parece que já me permitiu conhecê-la um bocadinho. A identificação passa por isso, pelo facto de também ter três filhos, pelo facto de também ter um blog (amor recente, mas tão bom!!) e pelo facto de também eu viver uma história de amor assim, parecida com a sua na intensidade e perspetiva.
Quanto a este seu último post (e este tenho que comentar!), é mesmo assim: às vezes, é preciso arriscar, para que o caminho seja mais intenso, verdadeiro e "saboreado". E o risco,penso que compensará sempre!!
Um beijinho muito grande!

Mafalda disse...

faço minhas as tuas palavras! é isto mesmo, sem tirar em pôr, com a diferença de que o meu "pacote" é apenas mais pequeno! ;) beijinhos*

patricia neto disse...

Marta,uma vez mais deixo aqui meu tesyemunho,sei muito bem do que fala mas no meu caso com desfecho diferente,nao aguentou a bagagem e ainda tive mais um filho,o seu homem tem um coraçao gigante do tamanho do mundo e muito amor para dar e receber,admiro os muito e desejo toda a felicidade do mundo.bjs patricia

S disse...

:-) Fico muito feliz! Bjs

SÓNIA disse...

Passei por aqui e gostei do que li... adorei a frase: "Apenas a certeza de que se não levantarmos os pés do chão, morreremos aos bocadinhos. E não veremos nunca a linha do horizonte."

Sónia

http://bolas-desabao.blogspot.pt

Silvia de Oliveira disse...

Tudo verdade, é difícil, mas o amor pode muito! Felicidades!

Silvia de Oliveira disse...

Tudo verdade, é difícil, mas o amor pode muito! Felicidades!

martinha martins disse...

Espectacular... amei... sábias palavras :) adorei adorei adorei <3

Isabel Patrício disse...

Tudo de bom! E que ambos saibam sempre i quuanto é valioso o que partilham! Felicidades !

Niki disse...

A vossa história é uma inspiração tão grande que não te passa pela cabeça! <3