terça-feira, 14 de agosto de 2012

Dolce Girl versus Dolce Mum

Acho que todas nós [mães-que-não-se-esquecem-de-continuar-a-ser-mulheres] cultivamos a arte do alter ego.
Quero com isto dizer, que se quisermos manter a nossa vida social e conjugal saudável, temos de nos libertar da "pele materna" de vez em quando, e voltar a vestir a pele das nossas outras competências - a de amiga, amante, profissional, filha, irmã, o que for. E fazê-lo sem culpa, ou não vale a pena o esforço.
Esta arte nem sempre é fácil, porque a sociedade continua, apesar de tudo, a conspirar contra.
Qual de nós ainda não sentiu um olhar de reprovação, ou ouviu uma palavra crítica quando decide deixar os seus rebentos em mãos alheias {de confiança, note-se}, e partir para o seu outro "eu"?...
Na verdade, e olhando em volta, ainda sinto que há algum estigma relativamente às mulheres-mães que não centram a sua existência única e exclusivamente na existência dos próprios filhos.
Claro que há fases e há momentos. E antes que me vaiem em praça pública (manifestação encabeçada pela minha mãe), quero salientar que não falo de quem deixa os filhos sistematicamente com outras pessoas e parte para a sua vidinha, não é dessa realidade a que me refiro.
Refiro-me às mulheres que continuam a querer ter vida própria depois da maternidade, e que o fazem responsavelmente.
Isto porque acredito piamente que é quando temos a coragem de o fazer, que somos mães mais competentes. Mães mais atentas, mais ternas, mais pacientes, mais tolerantes, mais felizes.
Flutuo, assim, entre uma "dolce girl" e uma "dolce mum", num equilíbrio que quero manter harmonioso.
E vocês?
Investem no equilíbrio, ou só vestem uma das camisolas?...
MM

10 comentários:

Seni disse...

Cultivo isso sempre que posso. Tornei me resistente ás criticas alheias.Sinto que não sei ser boa mãe de não alimentar a "dolce girl" que há em mim. :)

Marisa Luna disse...

Olá!
Gostei muito deste post e sublinho o que aqui escreveste.
Por não fazer como tu, já estive até doente e não quero voltar a ser apenas mãe.
Mas são testemunhos como os teus que não me fazem cair na tentação de pensar sempre em mim em último lugar.
Obrigada

Soraia Maré Dias disse...

Olá Marta,

não conhecendo ainda a faceta de mãe, tenho para mim que a mulher não se deve anular enquanto ser e por isso ter um tempo também para si (seja ir à manicure, namorar ou mesmo sair com as amigas) é importante.

Considero que para estarmos bem com os outros e darmos o melhor de nós, teremos de estar bem connosco próprias. Acho que faz muito bem em cultivar esse seu 'dolce girl' sendo também uma 'dolce mum'.

Um beijinho.

IA disse...

Eu por mim sou pelo equilíbrio, mas também sinto muitas vezes a reprovação e a crítica (muitas vezes de onde não deveria vir)...
Mas para mim o mais díficil é libertarmo-nos da crítica interior e do maldito sentimento de culpa...
Mas como costumo dizer: a maternidade não me define como mulher..é uma parte muitíssimo importante, mas não pode, nem deve ser a única parte...antes de sermos mães, fomos primeiros crianças/ miúdas e mulheres e viver momentos Girl Time faz bem a nós e a todos os que nos rodeiam...porque como dizia o anúncio: " Se eu não gostar de mim, quem gostará???"
Bjinhos e continue a ser sempre Dolce Girl (mesmo quando chegar - daqui a muito, muito tempo aos 80 anos)...
Bjinhos
IA
http://mimpensamentos.blogspot.pt

Anónimo disse...

olá Marta, permita-me que lhe pergunte: quando fez praia e foi à agua, o alisamento, não foi à vida? Falo, obviamente, de ter ido à água de uma forma sistematica.

beijinhos

MM disse...

Olá, o alisamento manteve-se intacto, embora não tenha tomado muitos banhos de mar. Tomei alguns, e correu tudo bem.

Beijinhos

MM disse...

Seni, concordo contigo! :=)

Um beijinho

MM disse...

Obrigada, Marisa.

Beijinhos

MM disse...

Beijinhos, Soraia! Vou cultivando este meu lado "dolce girl" sp que posso! :)

Beijinhos

MM disse...

IA, concordo contigo! Às vezes a crítica é mesmo a nossa voz interior!
Adorei as tuas palavras!

Beijinhos