sexta-feira, 3 de junho de 2016

Sorte ou escolha? [esta família que escolhi]


Dizem-me muitas vezes que tive sorte. Que encontrei um homem que ama os meus três filhos como se fossem dele e que isso é coisa rara hoje em dia. Será?
Digo, muitas vezes, que o meu amor pelo Rui só foi possível pelo amor que entregou aos meus filhos desde o início. Não me imagino apaixonada por um homem que não aceita a mulher que sou por inteiro e que inclui, naturalmente, a faceta da maternidade. Correndo o risco disto ser um lugar comum, dizer-vos que seria impossível sentir-me amada por alguém que não se apaixonasse perdidamente pelas pessoas que são mais importantes na minha vida. Isso seria viver uma mentira ou uma paixão com fim anunciado. Grande parte do amor e do respeito que lhe tenho depende, na proporção exacta, do investimento emocional que faz com os meus filhos todos os dias, e que me enternece. E nada disto se finge, porque o coração das crianças é como o algodão e nunca se engana.
Pergunto-me se o amor é uma questão de sorte ou uma escolha. Prefiro pensar que é fruto de uma escolha com sorte. Aquela que se faz com o coração nas estrelas e com a cabeça em terra firme.

6 comentários:

Helena disse...

Lindo :)
Muitas felicidades
Beijinhos
Helena Antunes

Sofiazinha disse...

:)

Que bom Marta. Por aqui também se vive assim. E portanto, compreendo muito bem. E é mesmo isso.

Paula Ferrinho disse...

Também acredito que é uma escolha com sorte... mas sempre uma escolha!
Um beijinho, Marta!

Teresa disse...

Querida Marta, acho que é uma combinação de uma escolha com coração mas também com muita inteligência (emocional).

Tudo de bom para vocês!

Anónimo disse...

Acho que foi sorte em encontra-lo, e que foi escolha formares familia com ele.
Aproveita e felicidades :-)

Ana M disse...

Oh Marta, deixou-me de lágrima no olho.
Também eu vivi um amor assim, um padrasto que foi pai, infelizmente faleceu recentemente aos 56 anos...mas o amor que lhe tenho é de filha tal como ele teve por mim toda a vida.
Sempre que vejo a vossa história não deixo de me rever em algumas coisas.
Acho realmente que foi sorte, sou tão filha dele como os meus irmãos... incrivelmente sou a mais parecida dos com ele, feitio, valores, o que sou a ele devo!
Parabéns, Marta!
Desejo-vos as maiores felicidades!!