segunda-feira, 27 de junho de 2016

Odeio números, mas a matemática do Amor já não me assusta!


A adaptação da família ao Vicente tem sido mais fácil do que estava à espera. Não fossem as noites mal dormidas, arriscaria dizer que a coisa tem sido muito pacífica, porque com as idades com que os irmãos já estão, não me parece que se sintam tão "ameaçados" com a chegada de um bebé, como se fossem mais novos ou como eu temia.
A nossa preocupação maior tem sido a manutenção do vínculo dos três com o Rui, para que não sintam a sua relação com ele posta em causa com a chegada do Vicente, mas acho que temos conseguido gerir a situação, tentando que todos mantenham as mesmas rotinas. O Rui continua tão presente na vida dos três como de costume: leva o Duarte às suas primeiras saídas, deita a Vitória, vai ao parque ao final da tarde com a família inteira, é confidente dos rapazes. Tem feito um enorme esforço para estreitar ainda mais a sua relação com os miúdos, num exercício que me comove muito e que valida tudo aquilo que já sabia: que o Amor não se divide, mas multiplica-se infinitamente.
E se isto é válido para o meu marido, também é para mim enquanto mãe. Desta vez, não fui assolada pelo medo de dividir amor vezes quatro. Sou péssima a números, mas a matemática dos afectos já deixou de me assustar, porque se trata de uma aritmética tão simples, esta, onde só há lugar a duas operações: a adição e a multiplicação.  

5 comentários:

Marlene disse...

Adorei ler este texto!

Lágrimas emotivas e tudo!

beijinho
Marlene

Anónimo disse...

Gosto do seu blogue pelo ar intimista que lhe dá e por ser tão pouco comercial, digamos assim.
Acho imensa piada ao seu bébé que parece a carinha do pai.
E é precisamente do pai do seu bébé que lhe quero falar. Parece ser um homem extraordinário, pelo que nos conta. Mas não "abuse" dele nem da sorte.
Ele parece o faz tudo. Deixa-nos um pouco a sensação que está um bocadito encostada a ele. Não deixe por favor que a corda estique, estique e rebente.
Sem a conhecer gosto demais de si e da sua linda familia e não ficaria bem comigo mesma se não lhe desse este alerta. FELICIDADES

Sofiazinha disse...

Lindo Marta.

:)

Bjs

Maria disse...

Tao bom!!!

Dolce Far Niente disse...

Caro(a) leitor(a), muito obrigada pela preocupação, mas também tenho a minha quota parte de tarefas, lhe garanto :). Não as descrevo no blog, porque não me parece que faça sentido, apenas isso.
Asseguro-lhe que não abuso da sorte. Aliás, temos ambos sorte por muitas razões. Acredito que o facto dos homens terem responsabilidades domésticas e familiares não é uma sorte, mas uma benção justa dos tempos que correm :).

Um beijinho