terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

As pressas que dão asneira

Saí de casa à pressa, como de costume. 
O tempo contado ao segundo, o percurso feito em piloto automático, as respostas dadas aos miúdos em série, como numa linha de montagem.
O chão estava molhado da noite, alguém se atravessou numa passadeira repentinamente, e sem esperar {nunca se espera}, não tive tempo de travar em segurança, o carro resvalou no piso escorregadio e bati no da frente.
Não aconteceu nada nem aos carros, nem a nenhum de nós. Os miúdos reagiram calmamente, imitando a minha calma encenada. Passados pouco mais de 2 minutos estavam a passar o portão da escola, como se nada fosse. Ajeitei-lhes os casacos, entreguei-lhes as mochilas e dei-lhes o beijo da praxe. Tudo numa aparente normalidade.

E agora que estou longe deles, posso parar de fingir que tenho sempre tudo sobre controlo. Merda, que bati com o carro e que podia ter sido chato.
As pressas dão nisto.
A Vida avisa. A ver se aprendo desta vez.

2 comentários:

MARIA REIS disse...

Um dia não são dias!
Mas realmente a pressa é inimiga de perfeição.

Miss F disse...

Atenção aos sinais. Já diz o ditado: mais vale perder um minuto (ou vários) na vida que a vida num minuto. Agora relaxa e tem um ótimo dia! ;)