sábado, 12 de abril de 2014

O meu joelho [follow-up]

Depois deste episódio nunca mais corri.
Tenho usado e abusado do Voltaren e pus gelo nas primeiras horas, mas também tenho feito algumas asneiras: continuo em cima de saltos altos diariamente, subo e desço escadas constantemente {basta dizer que trabalho no sotão de um palácio}, e sou profissional na arte de interromper tratamentos quando acho que a coisa já está a melhorar, o que não me parece o caso. Afinal, não me aguento em pé muito tempo seguido e tenho sempre a sensação esquisita de que o joelho vai quebrar a qualquer momento. "O maldito" incomoda-me durante a noite em certas posições {e não me refiro às mais acrobáticas, sequer}, e continuo com uma dor fininha que sobe até à anca esquerda, a lembrar-me teimosamente que tenho perna.

Hoje, depois de uma sandes de queijo, de um abatanado cheio e de uma delícia folhada, decidi ir caminhar para tirar as teimas e as calorias a mais. E bastaram-me dez minutos para perceber o estado da nação: a mesma dor daquela noite, o mesmo desconforto, a mesma sensação frustrante de limitação. E logo agora, que tudo acontece na minha vida e que preciso de corpo e de mente sãos para levantar voo, tenho um joelho deitado a baixo, a lembrar que Roma e Pavia não se fizeram num dia. Imagino que seja essa a lição.
Resta-me manter a cabeça saudável e cultivar a paciência.
Acho que é isso.

2 comentários:

Raquel disse...

Gostei do sou especialista em interromper tratamentos ...tb sou assim...qd está melhor páro tudo...

As melhoras.

www.margaridaflordaminhavida.blogspot.pt

Flor Guerreira disse...

Bem feita por seres teimosa. As melhoras, ainda assim!