sexta-feira, 7 de junho de 2013

Manos

Já aqui disse que não tenho irmãos, para grande pena minha.
Acho até que agora me fazem mais falta que quando era pequena, talvez porque valorizo, mais do que nunca, a cumplicidade das histórias partilhadas e o espírito de solidariedade quando alguma coisa corre mal.
Os meus filhos são irmãos comuns. Zangam-se, degladiam-se por atenção, competem por um colo, por um sorriso a mais e por uma fatia de salame, gritam uns com os outros e, não raras vezes, dizem que estão fartos uns dos outros e que prefeririam ser filhos únicos.
Por ser leiga na matéria, fico triste com estes desabafos de garganta. Quero acreditar que não passam de explosões momentâneas, mas às vezes questiono-me sobre como se portariam na defesa uns dos outros numa prova de fogo qualquer. Fora da sua zona de conforto.
E porque o Universo nos traz {algumas} respostas, o meu filho do meio foi para uma viagem de final de ano, de dois dias. E o irmão mais velho, aquele que passa a vida a dizer que o mano é um bebé e que tudo seria mais fácil sem ele, está que não se pode aturar de saudades. Custa-lhe adormecer, quer mandar-lhe mensagens, imagina o que poderá estar o irmão a fazer, diz que nada tem a mesma graça sem ele...
Aqui tenho a minha resposta.
E estou francamente mais descansada.


MM

5 comentários:

vera disse...

Eu também andava sempre às turras com os meus dois irmãos. Hoje somos os melhores amigos ;)

Alfacinha e companhia disse...

Esta guerras fazem parte.

Os meus quando estão duas horas longe um do outro por causa de alguma festa ficam impossíveis de aturar com tanto "e quando vamos buscar o maninho?" ou "não quero lanchar para não demorar para irmos buscar o mano!" ou "não sei o que brincar!"

BJs

Ombemua - Saoirse disse...

Faz parte :)
Mas e bom saber que eles no fundo não passam uns sem os outros :)
gosto tanto de ver irmãos assim com pouca diferença de idade.
Hoje se pudesse tinha feito para que o meu mais novo nascesse antes.

Feliz dia,xi❤

Eulália Tadeu disse...

Falando uma mãe de filhos adultos (25 e 22)- é das coisas que mais me emociona ver o quanto os meus filhos homens se adoram e se preocupam um com o outro. As vitórias de um são as do outro. Os sorrisos, a atenção do mais velho e sim... as brincadeiras e brigas constantes quando estão juntos! Picam-se mas conhecem-se como ninguém. É um descanso bom saber que sempre se terão um ao outro mesmo que tudo o resto falhe! Acredite: vai sentir o mesmo daqui a uns anos. Os seus filhos são lindos!

Dolce Far Niente disse...

Minhas queridas, obrigada pelas mensagens solidárias! Fico mais descansada! :)

Beijinhos grandes