terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Das manhãs difíceis

Hoje o dia começou mal, que não há receita mais explosiva que manhãs com crianças lentas demais, e adultos apressados demais.
E é nesses momentos que questiono, tantas vezes, a mãe que sou. E que aspiro à mãe que queria ser: mais tolerante, mais paciente e mais atenta aos ritmos diferentes dos meus três filhos. Sem angústia.
Olho para cada um deles, e tanto me assusto com as semelhanças que têm comigo própria, como com as diferenças, algumas do tamanho de um continente. E se me perguntarem com quais delas {as semelhanças ou as diferenças} lido melhor, não sei responder porque todas são desconcertantes.
É difícil confrontar-me com as parecenças que os meus filhos têm comigo, quase como se lhes adivinhasse a alma e alguns dos desafios com que terão de viver uma vida inteira. E é mais difícil ainda, lidar com as diferenças. Com os traços que não identifico e que nem sempre percebo de onde vêm. E que talvez não sejam para perceber, afinal.
 
A magia da maternidade dá-se, contudo, depois de um dia bem passado e de uma noite serena em família.
Depois de umas horas de águas calmas, tudo volta ao lugar. E todas as angústias, todos os receios se dissipam, que o Amor Incondicional tem destas coisas. Repõe a vida no seu devido lugar.
Abençoado.
 
 
{Este post é um "momento Limetree"}
 
MM

2 comentários:

Ovelha Flor Guerreira disse...

Essses momentos de tempestado, comigo, podem ocorrer ou de manhã ao sair de casa, ou quando as vou buscar mais tarde e tenho banhos, jantar e trabalhos para fazer...Calmaria, calmaria...só agora, que dormem!

Dolce Far Niente disse...

É verdade...ao final do dia a coisa tb é pesada...enfim, a dormir são uns anjos! :=)

Um beijinho