Há quase cinco anos que este blog funciona como uma espécie de diário, onde escrevo sobre o meu dia-a-dia e onde vou partilhando alegrias, tristezas, o que me apetece. Quando decidi criá-lo, a minha vida tinha mudado muito com a separação do pai do meus três filhos e depois de ter reencontrado o amor, ao lado do meu actual marido.
Ao longo destes tempo, tenho recebido dúzias de emails com questões, preocupações e comentários sobre o tema da separação e das famílias que, como a minha, se reinventam. Pessoas que têm medo do divórcio por causa dos filhos, outras que se viram confrontadas com esse facto e que não sabem como lidar com isso, outras ainda que têm medo de reencontrar o amor ou de integrar um novo elemento na vida dos filhos e por aí adiante. Muitas dúvidas às quais não sei dar resposta, porque conto apenas com a minha experiência, que vale o que vale. Não sou especialista na matéria e não sei mais para além do que vou vivendo e pesquisando sobre o tema, por razões óbvias. Ainda assim, entendo que a partilha de experiências ajuda, nalguns casos, a desmistificar tabus, e que o facto de não nos sabermos sozinhos no desafio de reconstruir uma família, pode ser uma ajuda preciosa em momentos cruciais.
Esta conversa toda para vos pedir para olharem para a barra direita do blog, onde encontrarão 3 tópicos novos:
- esta família que escolhi
- outras famílias como a minha
- a opinião dos especialistas.
No primeiro [esta família que escolhi], encontrarão uma selecção minha dos posts que vou publicando no blog e que resultam das minhas reflexões [e apenas isso] sobre a minha família reinventada, recomposta, como lhe quiserem chamar.
No segundo [outras famílias como a minha], poderão conhecer as experiência de outras famílias que passam por idênticos desafios, porque acredito que é a partilhar que combatemos preconceitos e que nos sentimos menos sozinhos.
No terceiro tópico [a opinião dos especialistas], irão ler sobre o tema das famílias recompostas, mas na perspectiva dos técnicos que trabalham e que estudam estas questões, desde mediadores familiares, a psicólogos, sociólogos, formadores na área das competências parentais, entre outros.
De momento, apenas o primeiro tópico já tem conteúdos, porque dependem exclusivamente de mim, mas prometo que assim que tenha novidades para os restantes, avisarei por aqui, combinado? [e já não tardam...]
A quem estes temas não interessarem nada, dizer que o blog continuará igual a si próprio: um espaço onde tanto falo de famílias com do meu pequeno-almoço. Tudo igual.
E entretanto, digam de vossa justiça. Gostam desta nova organização? Faz sentido falar sobre estes temas e arrumá-los desta maneira?
Fico à vossa espera.