sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Amor [parte II]


Às vezes pergunto-me onde guardamos nós este amor todo, quando ainda não temos filhos. Onde fica depositada esta quantidade de sensações que a maternidade nos põe ao léu, em carne viva. Não se desperdiça, sei que não. No Amor, tal como na Natureza, nada se perde, porque tudo se transforma. Ficamos capazes de amar desmedidamente outros entes queridos, outras paisagens, outros mundos à volta.
Mas ainda assim, sabendo esta verdade quase absoluta, não me lembro de ter amado nada parecido antes de ter sido mãe. E essa constatação assusta.

3 comentários:

Anónimo disse...

Ser mãe assusta porque o amor é tal que não controlamos o aperto no coração quando os filhos não estão por perto.Conto as horas para chegarmos todos a casa.

Cláudia M disse...

Gostei muito do texto. Partilhei no meu cantinho. Muitas felicidades para si e para os seus. Um beijinho

Isabel Patrício disse...

Que grande verdade....