terça-feira, 5 de maio de 2015

Queixo-me de quê, afinal?

Parece que a Teresa {comentadora do post aqui de baixo}, está muito incomodada com o meu desabafo. Pergunta para que tenho um gato, que posso dá-lo a alguém e que, portanto, não tenho direito a queixar-me.
Por onde começar? Acho que pela maternidade, perdoem-me mais uma vez a comparação. Quem é a mãe {ou o pai}, que nunca se queixou das noites mal dormidas e do cansaço diário que a maternidade e que a paternidade implicam? E quem é que se lembra de pensar, sequer, que esse cansaço e que essas queixas determinam e condicionam o amor que se tem por um filho?

Teresa, com as devidas distâncias {porque afinal, é um gato, e não um filho}, espero ter acalmado os seus anseios.
Vá, durma lá descansadinha e não tenha medo de se queixar de vez em quando. Lava a alma e não mata ninguém.

[muito obrigada a todos os que deram sugestões pertinentes. Vou experimentar algumas delas]



2 comentários:

Claudia Santos Marques disse...

Amo muito a minha filha e amo muito o meu cão!! Ambos deram-me noites mal dormidas... O amor pelos animais é um amor que poucas pessoas compreendem. E, por vezes, também me queixo porque queixar é um desabafo mas não significa que não haja amor.
Continue a desabafar que eu gosto muito de a ler.
Beijinhos e tudo de bom!

ana disse...

Não é para desanimar mas um dos meus gatos tem oito anos e acorda-me sempre às 6h15 da manhãpor que quer ir para o terraço. É tão pontual que eu acho que ele sabe ver as horas....
E também me queixo e refilo com o gato ...