quinta-feira, 16 de abril de 2015

Naquele dia do mês



Em casa, sem filhos e sem marido.
Tinha combinado ir treinar com umas amigas, mas decidi ter juízo, ouvir o corpo, vestir o pijama e desabar no sofá. 
Antes disso, passei pela Sara e desabei na marquesa dela. A cervical feita num oito, os gémeos a tinir fininho. Uma orquestra que só ela consegue afinar.
Depois, uma lasanha de legumes feita pelo meu homem, uma taça de vinho branco, a sua saída para um treino longo e o silêncio que se instala. Esta minha absoluta necessidade de recarregar baterias no ninho e de me deixar ficar, a fingir que não tenho obrigações. 
Amanhã, uma maratona de dia. O tempo contado ao segundo e cada tarefa empilhada, numa espécie de lego.
Um humor de cão, uma enxaqueca brutal, a sensação de levar o mundo às costas e de não saber por onde começar a libertar-me do peso. 
A somar a tudo isto, as raízes brancas do cabelo.
Estou naquele dia do mês. Nota-se assim tanto?


2 comentários:

Vidas da Nossa Vida disse...

E conheceste o meu marido... Ele a sair e tu a chegar!!! Eu também conheci hoje a Sara e fiquei rendida!! Nem me tinha apercebido da tensão que tinha nas costas até agora sentir que me tiraram uma carapaça de 20kg de cima. Ela é mesmo milagrosa!! Beijinhos e bom descanso

Sofia Mendes disse...

Costumo ler o seu blog e nunca comentei, mas gosto bastante da sua escrita e hoje quando saí para correr, pode parecer estranho, porque não a conheço, mas pensei em si. Beijinhos e tudo de bom!