segunda-feira, 9 de março de 2015

17 Km [prova de fogo]






Não se iludam com o meu sorriso amarelo. Ontem doeu, doeu muito.
Foram 17km de calor, de percursos desconhecidos, de um grupo exigente para {tentar} acompanhar. 
Os medos eram mais que muitos: medo do corpo não aguentar, medo da cabeça se perder, medo de passar pela vergonha de nunca mais chegar ao ponto de encontro, pânico de desfalecer ou de vomitar com o sol.
E o maior deles todos: medo de descobrir que não conseguiria correr a Meia Maratona de Lisboa.

Foi difícil correr o que corri. Cheguei até a pensar {logo depois de começar o treino, em pleno paredão de Cascais, às dez e meia da manhã}, que não iria aguentar. Sou aquela pessoa que não sai debaixo da sombra do chapéu, na praia. Que tem quebras de tensão como quem bebe copos de água, e que acaba o Verão quase tão branca como começou. Sou a pessoa que não gosta de sol na cabeça e que não morre de amores por praia, nas horas mais duras de calor.
Mas a vontade de conseguir cumprir um objectivo pode fazer milagres. E a energia das pessoas que temos à volta, também.
E foi assim que ontem fui treinar com o grupo do Treino Em Casa, e tentar fazer a corrida mais longa, antes do desafio de 22 de Março.
Começo por agradecer à Carolina Storch o convite.
Ao Pedro, a atenção, o cuidado e o profissionalismo constantes.
À Catarina Morais, leitora deste blogue {e desde ontem, amiga, que a corrida opera destes milagres}, a companhia permanente.
À Ana, o exemplo de perseverança.
A todos os que me acolheram tão bem, o meu agradecimento por ter achado que pertencia.

Dia 22, estamos lá. 
[Senhor condutor do carro vassoura, sou uma tipa porreira. Espere por mim]



1 comentário:

Pedagogia do Terror disse...

Amiga, só não conseguimos aquilo que não quisermos ❤️