terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Dos livros que doem

" (...) Quem sepulta um filho não tem idade. Está para lá das idades, para lá dos tempos, tem uma posse do mundo que independe de todas as limitações. A intensidade de quem sepulta um filho é semelhante à das forças inaugurais ou terminais. Pode fazer e desfazer tudo. Legitimamente lhe é conferido o poder moral de começar ou de acabar tudo (...)"

Valter Hugo Mãe, "A Desumanização"

No outro dia alguém me perguntou se estava a gostar do livro.
Respondi que sim, que está magnificamente escrito, mas que dói.
Os livros {os bons livros} também têm esta capacidade: a de nos ferir de morte.


2 comentários:

Ligia Silva disse...

Obrigada pela partilha profunda que dói!

macaca grava-por-cima disse...

dói mesmo... é um poema!