sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

O fim do meu mundo {ou o início de tudo}

Tal como esperava, não houve nenhum fim do mundo neste 21/12/2012.
Claro que há sempre "fins do mundo" todos os dias, acontecimentos que nos desconcertam a todos pela violência gratuita, pelo sofrimento, pelos atentados à dignidade humana. Mas desses "fins do mundo" nem sempre reza a nossa História. Ou reza tarde no tempo, quando já pouco ou nada há a fazer.

Para mim {e acho que para a civilização Maia também}, este dia 21 significa o fim de um ciclo. O fim de uma era e a entrada de uma outra, que espero diferente.
Prefiro pensar que a partir de hoje entro num novo tempo, em que apesar de todas as adversidades, é possível fazer coisas.
É possível acertarmos o passo com o que cada um de nós veio fazer a este mundo.
É possível alinharmos com o Universo e entregar-lhe o que o que sabemos fazer melhor, num desígnio tão pessoal, quanto universal. Desígnios tão semelhantes, afinal.
Sinto que tenho centenas de projectos por cumprir. Milhares de descobertas por fazer. Infinitos afectos por distribuir.
E no dia em que o mundo ia acabar, sinto que o tenho inteiro, à minha frente. Como se de uma janela de oportunidade se tratasse, numa torrente de energia que me comove. Maior, muito maior que eu.
 
E para quem ainda não percebeu, não se esperava o fim do mundo, mas o fim de um mundo.
Uma diferença gramatical que muda o mundo.
E que apazigua.

MM

3 comentários:

Helena Barreta disse...

O meu "fim do mundo" foi a 31 de Julho deste ano, quando, sem apelo nem agravo, sem aviso e sem uma segunda oportunidade, qual tsunami arrasador, um enfarte agudo do miocárdio matou o meu marido.

Desejo-lhe um Natal, assim como todos os outros dias, cheio de afectos daqueles que só a Família sabe dar e receber.

Um abraço apertadinho

Dolce Far Niente disse...

Minha querida Helena, fiquei sem palavras...tinha sentido a ausência da sua presença regular, que tantas vezes me aqueceu o espírito, mas nunca imaginei que um tsunami tão arrasador pudesse ter entrado na sua vida. Lamento muito, muito.
Desejo-lhe o que de melhor a vida tem guardado para si. Que tem, com toda a certeza.
E ainda bem que voltou.
Um abraço apertadinho e um enorme beijinho.

Juvenália disse...

Olá Helena,
Também da minha parte um abraço com muito carinho, que procura reconfortar um pouco numa situação tão difícil, numa época que torna estes verdadeiros dramas mais difíceis ainda.
Um abraço muito grande e um beijinho

Mãe da Marta