segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

De quem eu gosto...

Quem segue este blog, sabe que gosto de programas de culinária. E de livros de culinária, mesmo que só os abra para ver as fotografias, que tenho pancada por cozinhas, utensílios de cozinha e gente na intimidade do lar {não me interpretem mal, por favor...}.
De facto, já aqui disse várias vezes que sou fã da Nigella, gosto por osmose do Jamie {ídolo do meu homem}, e simpatizo com a Gizzi, recente descoberta que lembra a Aundrey Hepburn no estilo.
Na minha infância, lembro-me de ficar colada à televisão para ver a Filipa Vacondeus, e recordo com carinho a minha avó Auzenda a cozinhar, memórias que ainda hoje são um porto seguro.
Isto tudo para dizer que o José Avillez não me encanta. Ou por outra, o programa do José Avillez não me encanta. E que me perdoe o senhor {que consta ser maravilhoso na cozinha}, mas na televisão não resulta.
Ele que não leve este meu comentário a peito, que não se pode ser bom em tudo, mas pergunto o que faz vestido de chef de cozinha num programa de televisão. E não tenho resposta porque para mim, francamente, não resulta.
Se é para dar um ar de seriedade e de profissionalismo, para mim continua a não resultar. Simplesmente porque olho para aquele conceito e não me identifico.
Não me sinto capaz de fazer nada do que exemplifica, e pergunto para que serve um programa de cozinha que não me deixa a ideia {mesmo que completamente ilusória, bem sei}, de que consigo fazer reduções do arco da velha, massa filó e molho asiático de gergelim e gengibre??
Olho para a Nigella e para o Jamie e fico com a certeza de que são meus amigos do peito. Que só ainda não vieram à minha cozinha, porque não calhou. 
Fico com a certeza de que fazem receitas para a minha família e que me resolvem problemas. Mais que não seja, o da gula.
Olho para o Avillez e fico intimidada. Não descontraio e não quero aquele senhor na minha cozinha. Que se fique pelo seu restaurante {e fica-se muito bem, é certo}, que não lhe vejo nada de intimista que me apeteça replicar no mundo dos afectos que é a minha casa.
Posto isto, não basta cozinhar-se bem para se ter um programa de cozinha.
É preciso fazê-lo com uma dose generosa de empatia e com intimidade q.b.
Como tudo, aliás.
 
MM
 
 


1 comentário:

vidasdanossavida disse...

Já deves conhecer, mas este fim de semana ofereci o novo livro do Jamie Oliver e estive a utilizá-lo e a deslumbrar-me com as receitas. É o das receitas de 15m. Vale a pena! Bjs e bons cozinhados