domingo, 18 de novembro de 2012

Tal mãe, tal filha

 
 
Cresci a ouvir dizer que sou igual ao meu pai.
Mas com o andar dos anos, olho-me ao espelho e vejo a minha mãe.
No sorriso, na expressão dos olhos, na maneira como falo e {agora cada vez mais} na forma como me arranjo.
Foi com ela que aprendi a olhar o mundo e a assimilar o que acontecia à minha volta. E também foi com ela que aprendi a maquilhar-me todos os dias {e a desmaquilhar-me todas as noites}, a andar sempre arranjada dentro de casa, a valorizar o que tenho de melhor e a cuidar-me sempre. Mesmo nos 8 meses em que estive de cama a gerar o meu filho Vasco, e em que nunca deixei de fazer um risco nos olhos, nem de espalhar blush nas maçãs do rosto.
E apesar de alguns arrufos típicos de mãe e filha, e de tantas vezes saber que gostaria que eu fosse mais atenta a detalhes a que não ligo nenhuma, olho para a minha mãe e sinto um enorme orgulho.
Assim ela o sinta por mim também. Mesmo quando se depara com a crua realidade: a de que somos mulheres muito diferentes. Apesar de tudo.
 
MM
 

1 comentário:

Ovelha Flor Guerreira disse...

Eu sou uma desleixada no que toca a maquilhagem e afins. Mas confesso-te, quanto mais madura me torno mais parecida me torno com a minha mãe, apesar de sermos diferentes nos detalhes, nomeadamente, o dito, da maquilhagem!